Governo do Distrito Federal
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10/02/20 às 18h13 - Atualizado em 10/02/20 às 19h01

Recém-nascidos do HRSam recebem a vacina BCG antes da alta

Crianças ficam protegidas contra formas mais graves da tuberculose

 

Desde o dia 13 de janeiro, os recém-nascidos do Hospital Regional de Samambaia (HRSam) recebem a vacina BCG antes da alta. Já foram imunizadas mais de 350 crianças, desde que foi implantada a aplicação da vacina na própria maternidade. O Plano de Integrado para Melhoria do Programa de Imunização do Distrito Federal prevê a aplicação da BCG em todas as maternidades públicas até o final de 2020. O projeto-piloto foi no Hospital Regional de Santa Maria. Na Casa de Parto de São Sebastião a medida já é rotina.

 

A vacina protege as crianças das formas mais graves da tuberculose.  “É uma forma de garantimos que os bebês internados recebam a vacina e fiquem imunizados contra a forma mais agressiva da tuberculose. Ainda conseguimos evitar a exposição do bebê de forma precoce”, ressalta a supervisora de Enfermagem, Roseane Garcia.

 

A principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças é com a vacina BCG, em apenas uma dose. A vacina é ofertada gratuitamente no SUS. Ela deve ser dada às crianças ao nascer, ou na primeira visita da criança no serviço de saúde. A dose deve ser administrada o mais cedo possível, preferencialmente quando ainda estiver na maternidade.

 

A rotina da família muda com a chegada de mais um integrante. Os pais, geralmente, têm dificuldades para sair de casa, ou preferem evitar muitas saídas com o bebê. É o caso do pai da pequena Sara Alves, de apenas três dias, que achou muito importante a imunização já ser feita na própria maternidade.

 

“Achei muito bom, pois já eliminamos um deslocamento. Além de melhorar a dinâmica na falta de tempo, ainda evitamos uma saída nesse período de chuva”, destaca o auxiliar de depósito Francirayrom Pereira, de 25 anos.

Na Sala de Vacina do HRSam, os pais também recebem informações sobre a imunização e orientações sobre os cuidados após a imunização, como a formação de cicatriz, na qual não se deve colocar produtos, medicamentos ou curativos, pois trata-se de uma resposta esperada e normal à vacina.

 

O pequeno Luís Fernando Santos, nascido no dia sete de fevereiro, também recebeu a vacina na própria maternidade. A dona de casa, Carmem Lúcia Santos, de 23 anos, entende a importância da imunização para o filho e achou “que assim fica mais fácil”.

 

PROTEÇÃO – Até os dias atuais, a vacina é o único tipo de imunização contra a tuberculose e deve ser tomada após o nascimento, ou até antes de a criança completar 5 anos de idade, se ela nunca tiver sido vacinada. A tuberculose é transmitida de pessoa a pessoa pelo ar, por meio de tosse, espirro ou fala. Os principais sintomas são febre ao final do dia, tosse, fraqueza, cansaço e perda de peso.

 

A vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin) protege contra as formas graves da tuberculose, doença contagiosa, provocada por uma bactéria, que atinge principalmente os pulmões e, se não tratada, pode provocar sérios problemas respiratórios, emagrecimento, fraqueza e até levar à morte. Já está em processo de avaliação da proposta os hospitais regionais do Gama, Paranoá, Planaltina e Sobradinho.

 

 

Nivania Ramos, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação