Governo do Distrito Federal
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13/10/21 às 12h18 - Atualizado em 14/10/21 às 10h03

Rede pública tem ambulatórios especializados em terapia da mão

São cinco unidades de saúde que atendem pacientes no pós-operatório de traumas relacionados à mão; locais funcionam de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h

 

ADRIANA SILVA I EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA I DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Pessoas que sofreram com fraturas, luxações ou lesões nas mãos ou nos membros superiores, e que precisaram de atendimento de urgência, como cirurgia, contam com cinco ambulatórios especializados em terapia da mão na rede pública de saúde. Um deles é o Centro Especializado em Reabilitação de Taguatinga (CER II), que atende os pacientes da Região de Saúde Sudoeste. Na unidade, a terapia da mão é ofertada desde 2015 e o serviço foi o pioneiro no Distrito Federal.

 

Pacientes desempenham atividades para recuperar movimentos das mãos – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

O ambulatório do CER II atende no sistema de “portas abertas” e recebe os moradores de Taguatinga, Samambaia, Vicente Pires, Águas Claras, Arniqueira e Recanto das Emas. Para ser atendido no local, o paciente deve ser encaminhado por um médico ortopedista da rede pública. É necessário levar o encaminhamento para agendar uma avaliação. Após essa etapa, o indivíduo consegue marcar data e hora para o início do tratamento.

 

Hoje não existe fila de espera no ambulatório. A terapeuta ocupacional Fernanda Alcântara explica que a terapia ocupacional no pós-operatório imediato pode abreviar o retorno dos movimentos dos membros superiores e o retorno do paciente a sua rotina.

 

O CER II de Taguatinga atende pacientes da Região de Saúde Sudoeste – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

“A Terapia Ocupacional no pós-operatório imediato da mão faz toda a diferença no resultado final da recuperação do paciente, que tem o retorno mais rápido das suas funções e de suas atividades de vida diária e um retorno mais breve ao trabalho”, ressalta.

 

Os outros ambulatórios da rede pública funcionam no Paranoá, Samambaia, Ceilândia e Sobradinho.

 

Conheça mais sobre o ambulatório da mão que funciona no CER II de Taguatinga:

 

 

Tratamento

 

O tratamento concentra-se no pós-operatório de lesões ortopédicas de cotovelo, punho e mão e contempla as seguintes lesões:

 

– fraturas
– Luxações
– reimplantes
– amputação
– síndromes compressivas
– Lesões de tendões, nervos e ligamentos
– lesões complexas como reconstruções e transferências tendinosas e nervosas.

 

As sessões podem variar entre dois e três encontros com duração de uma hora. De acordo com a terapeuta, o número de sessões semanais vai depender da condição clínica de cada paciente. “Dependendo da lesão, variamos a quantidade de visitas ao ambulatório, há casos em que a gravidade das lesões é muito extensa, e precisamos fazer a terapia ocupacional todos os dias da semana, para que a recuperação aconteça de maneira mais rápida”, explica.

 

Ambulatório da mão presta assistência a pacientes no pós-operatório de trauma ou lesões na mão – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

No ambulatório de terapia da mão trabalha-se a coordenação motora fina do paciente. São os movimentos mais comuns que fazemos diariamente, como pegar pequenos objetos, abrir a porta com a chave, escrever, digitar, pendurar roupas, amassar e segurar objetos, segurar e levantar objetos mais pesados que dependem do punho para dar suporte.

 

Além do serviço especializado em terapia da mão que o CER II oferece, Fernanda também indica e confecciona órteses de mãos, que são dispositivos externos para mobilizar, alinhar, corrigir, prevenir deformidades, ganhar amplitude de movimento ou até auxiliar na função. As órteses são produzidas de acordo com a necessidade do paciente e são confeccionadas no próprio ambulatório.

 

Fernanda é terapeuta ocupacional e atua no CER II – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Segundo Fernanda, as órteses ajudam de modo confortável na recuperação do paciente, já que são mais leves que o gesso, e permitem uma reabilitação precoce ao membro que sofreu o trauma.

 

“Cada paciente é avaliado individualmente e é necessário um conhecimento amplo da anatomia, fisiologia, da biomecânica e um estudo da patologia para que possamos indicar o melhor modelo. Uma órtese pode tanto imobilizar e proteger uma cirurgia quanto trazer mobilidade a esse membro para que o paciente possa retornar minimamente a sua rotina diária”, observa.

 

Ainda segundo a terapeuta ocupacional, a órtese pode ser usada tanto por períodos mais curtos, quanto por longos. “Muitos pacientes terão que utilizar a órtese para o resto da vida, já em outros casos, as órteses são para trazer conforto no período pós-operatório e algumas com objetivo de ganhar mobilidade até o momento da cirurgia”, finaliza.

 

GALERIA DE FOTOS:

 

CER de Taguatinga oferece terapia ocupacional pós trauma