Governo do Distrito Federal
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31/07/19 às 8h50 - Atualizado em 1/08/19 às 14h17

Região de Saúde Leste zera fila de consultas oftalmológicas

Cerca de 3 mil pacientes aguardavam por um exame

 

A Região de Saúde Leste, que engloba Paranoá, Itapoã, São Sebastião e Jardim Botânico, conseguiu zerar a fila de espera para consultas oftalmológicas. Aproximadamente 3 mil pacientes aguardavam, desde o ano passado, para fazer os exames.

 

A demanda foi zerada devido à contribuição do Consultório Itinerante de Oftalmologia, localizado na área externa do Hospital da Regional Leste (HRL, antigo Hospital do Paranoá), fruto de uma parceria entre a Secretaria de Saúde e o Hospital Universitário de Brasília (HUB). Na estrutura, montada em um contêiner com ambiente totalmente reformado e climatizado, e equipamentos de última geração, é possível atender cerca de 500 pacientes por mês.

 

“Com esse apoio, conseguimos zerar a fila para oftalmologista da Região Leste e, hoje, ajudamos na fila da Região de Saúde Norte também, que é Sobradinho e Planaltina. Temos, atualmente, 200 pacientes na espera, já com previsão de zerar novamente até o final do mês”, explica a superintendente da Região de Saúde Leste, Raquel Bevilaqua.

 

Ao mesmo tempo em que dão vazão à nova fila, os pacientes têm sido inseridos no atendimento por meio da regulação. Uma delas foi a dona de casa Francisca Matos, 53 anos, atendida no Consultório Itinerante de Oftalmologia. Moradora de Sobradinho, ela procurou o serviço devido a uma dor no olho esquerdo.

 

“Não consigo enxergar direito por esse olho. Há uma possibilidade de eu ter o tal olho preguiçoso e me receitaram um colírio e um remédio. Achei o atendimento muito bom e rápido. Agora, vou aguardar pelo retorno”, disse Francisca.

 

ACESSO – Para realizar a consulta oftalmológica, o usuário precisa de encaminhamento dado pela unidade básica de saúde (UBS), após consulta com o médico da família e comunidade, que avaliará a necessidade do atendimento. O ideal é realizar uma avaliação anual para prevenir doenças e receber o diagnóstico precoce.

 

O tempo de espera médio, para os pacientes que aguardam pela consulta, varia entre 10 a 20 dias, para quem é classificado como vermelho; e de 30 e a 60 dias para quem está classificado como amarelo. Antes da instalação do contêiner, em outubro de 2017, o tempo de esperava chegava a dois anos.

 

CONTÊINER – Nesse espaço, os médicos que fazem a avaliação são do HUB. Eles realizam as consultas de oftalmologia e todos os exames básicos, entre eles, o teste de refração ocular. Com isso, o paciente já sai com a receita dos óculos.

 

No espaço, também é possível realizar os exames de fundo de olho e tonometria, que permitem avaliar como estão as estruturas do olho e a pressão arterial. Dessa forma, é possível diagnosticar problemas como catarata e glaucoma. Se houver necessidade de outros exames, eles também fazem o encaminhamento.

 

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF