Governo do Distrito Federal
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15/01/20 às 15h49 - Atualizado em 15/01/20 às 15h56

RenegAedes mobiliza agentes do DF e do Goiás contra dengue

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Ação da Secretaria de Saúde reforça parceria com o estado vizinho no combate ao mosquito

 

Aedes aegypti não conhece fronteiras. Por isso, agentes de saúde do Distrito Federal e do Governo Municipal do Valparaíso se uniram, nesta quarta-feira (15), para realizar uma grande ação de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, chamada de RenegAedes. O local escolhido foi o condomínio Residencial Santa Maria, na divisa entre DF e Goiás.

 

O objetivo da parceria foi mobilizar e conscientizar a população sobre a importância da contribuição de cada um na prevenção das doenças causadas pelo mosquito. Por isso, agentes de campo visitaram residências da região e fizeram a busca ativa dos focos do Aedes. Também foram recolhidos materiais inservíveis, realizada a poda do mato alto e o plantio de mudas.

 

A concentração das atividades ocorreu no Colégio Polivalente. O evento contou com palestras e a oferta de serviços de saúde à população, como aferição de pressão arterial e da glicemia, consultas oftalmológicas, de prevenção à hanseníase e distribuição de kits odontológicos.

 

Presente ao evento, o subsecretário de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, Divino Valero, destacou a importância de integrar as ações de saúde entre o DF e Goiás para conscientizar a população sobre os riscos causados pelo Aedes. “Dengue, zika e chikungunya estão deixando de ser sazonais e vêm ocorrendo em todos os meses do ano. Por isso, é muito importante fazermos parcerias como esta com os municípios próximos do DF para ampliar nossa atuação”.

 

Para Divino Valero, o controle do Aedes deve ser cada vez mais uma realidade, tanto para os profissionais de saúde como toda a população. “Por isso, este evento vem coroar a intenção dos governos do DF e do município de Valparaíso de unir forças para qualificar e quantificar a atividade de controle vetorial e melhorar a saúde como um todo na região”, afirmou o gestor.

 

Segundo o médico de família e representante da Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde (Sais), Fernando Erick, a pauta da dengue é prioridade máxima para a Secretaria de Saúde.

 

“Nem o Brasil ou o DF viu uma epidemia nessa proporção. A melhor evidência que temos é que só conseguiremos vencer a dengue com ações conjuntas, somando forças. Nisto a Atenção Primária é fundamental, porque é a porta de entrada da rede pública de saúde. Hoje, temos 600 equipes da Estratégia Saúde da Família no DF e a meta é subir para 700”, informou Erick.

 

UNIÃO – A secretária municipal de Saúde do Valparaíso, Alyane Ribeiro, ressaltou a importância da união com o Distrito Federal para conscientizar a população no combate ao Aedes. “Esta é a primeira ação em parceria com o DF, mas esperamos que tenhamos várias, até porque o mosquito da dengue não tem fronteiras. Agradeço a todas as equipes que vão de porta em porta, nas residências, para ajudar nesse combate”.

 

A parceria também foi comemorada pelo prefeito de Valparaíso de Goiás, Pábio Mossoró. “Temos a responsabilidade de tranquilizar a população e é através dessas parcerias que vamos fazer a diferença. Também agradeço ao governador Ibaneis Rocha e toda a sua equipe que está mobilizada para ajudar nesta ação”, comentou Pábio.

 

Também contribuiu com a ação a equipe da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), entidade vinculada ao Ministério da Saúde. “Podemos contribuir muito no combate a essa doença que tem abalado a todos. É muito importante a educação para evitar os focos do Aedes, além do trabalho conjunto. A população será a maior beneficiada”, disse a diretora do Departamento de Saúde Ambiental da Funasa, Débora Roberto.

 

BALANÇO – Dados do último Informativo Epidemiológico da Secretaria de Saúde, divulgado no final de 2019, mostram que o Distrito Federal registrou 50.464 casos suspeitos de dengue, dos quais 48.847 (96,8%) são de residentes no DF e 1.617 (3,2%) provenientes de outros estados.

 

Dentre os casos confirmados, 48 evoluíram para óbitos, 74 são casos graves que sobreviveram e 873 são de casos de dengue com sinais de alarme. Um próximo boletim deve ser publicado na segunda quinzena de janeiro.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF