Governo do Distrito Federal
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9/12/16 às 16h47 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Residentes de neurocirurgia do Base são avaliados

Avaliação foi por meio de prova de conhecimentos teóricos

BRASÍLIA (9/12/16) – Reconhecido como polo de referência nacional, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) é berço de estudos e formação de residentes em várias áreas médicas. Assim, no início deste mês, os residentes de Neurocirurgia do hospital foram avaliados por meio de uma prova de conhecimentos teóricos elaborada pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).

Ao todo, 41 residentes realizaram os testes. Destes, 15 atuam no HBDF e, os outros 26, nos estados de Goiânia, Tocantins, Rondônia e Mato Grosso. Atualmente, o Base ocupa o terceiro lugar como referência em neurocirurgia no país, atrás de São Paulo (Hospital das Clínicas) e Recife (Hospital da Restauração).

O teste, que é aplicado anualmente, visa avaliar os conhecimentos adquiridos pelos alunos. Além da avaliação teórica, tem a avaliação de títulos, currículo e prática no decorrer dos cinco anos de duração do programa de residência. Ao final do quinto ano, o residente irá realizar uma prova de todo o conhecimento adquirido durante o período de residência.

A fiscalização da prova é feita pela chefia da Neurocirurgia do HBDF, por representantes da SBN, e do Ministério da Educação (MEC), além de preceptores do Hospital de Base.

De acordo com o chefe da neurocirurgia do HBDF, Igor Campbell, trata-se de um curso difícil e com carga horária extensa. “Com o término da residência, o profissional sai bem formado para exercer neurocirurgia em qualquer lugar do Brasil. Este hospital tem reconhecimento nacional e oferecemos um serviço de tradição. Por isso, a cobrança é muito maior aos nossos alunos, pois exigimos um conhecimento diferenciado”, conclui.

Segundo Igor, a prova é essencial para manter a boa estrutura e o bom desenvolvimento da residência de neurocirurgia na unidade. “O Base forma, em média, três neurocirurgiões por ano. No Brasil, já formamos mais de 100 profissionais desta especialidade nos quase 60 anos de funcionamento do hospital”, explica.

COMPLEXIDADE – Para o médico Igor Campbell, o fato de o Hospital de Base ser de alta complexidade e com anos de atuação, tradição e serviço referenciado, faz com que os residentes aprendam bastante, pois o campo de trabalho é extenso. A unidade atende casos de AVC, tumores e traumatismos cranianos, doença de Parkinson em estágio avançado, epilepsia, entre outros casos.

“A complexidade de pacientes é impressionante e atendemos vários tipos de patologias. Além disso, recebemos pessoas de todas as faixas etárias e de estados como Bahia, Maranhão, Minas Gerais e Goiás. Por isso, o aprendizado é rico e completo. Poucos serviços no Brasil conseguem colocar os residentes para aprender com toda essa estrutura”, completa o profissional.

CIRURGIAS – Por ano, cada residente, realiza cerca de 200 cirurgias supervisionadas pelos médicos neurocirurgiões do Hospital de Base. “Todos os nossos residentes terminam a residência com mais de 1.000 cirurgias realizadas, o que que dá uma média de 200 a 300 por mês. Trauma e emergência são para os residentes que estão iniciando, sempre com a orientação do médico supervisor. Já os tumores cerebrais, aneurismas [que são cirurgias mais complexas], são para os residentes do 3º ao 5º ano, de maior graduação. O chefe da cirurgia sempre é o staff [médico] e é ele quem orienta o procedimento”, explica Igor Campbell.

ATENDIMENTO BASE – Até o momento, atendem no HBDF, 19 neurocirurgiões e 15 residentes. Eles atuam no atendimento de emergência e em casos de cirurgias eletivas (programadas).

Em média, a unidade de Neurocirurgia do HBDF realiza 1.700 cirurgias por ano, incluindo as emergências e as eletivas (agendadas).

Além de se especializarem na neurocirurgia, no primeiro ano de residência, os alunos devem atuar na Neurologia do HBDF para terem contato com os atendimento e cuidados clínicos dos casos patológicos (derrames, mal de Alzheimer).