Governo do Distrito Federal
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23/01/15 às 18h15 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Retroviral 3 em 1 contra Aids já está disponível no DF

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Medicação será distribuída em nove centros de referência  

BRASÍLIA (23/1/15) – A distribuição do novo retroviral de combate à Aids, denominado 3 em 1, já acontece no Distrito Federal. A medicação substitui o uso de quatro comprimidos por um e beneficiará, principalmente, quem está iniciando o tratamento e os pacientes antigos que já utilizam essa medicação de forma fragmentada.

“O grande diferencial é a facilidade do tratamento, a redução de efeitos colaterais e a posologia, porque esse medicamento possui os três remédios necessários para o tratamento e, com isso, o coquetel de quatro comprimidos passará a ser feito com apenas um”, explicou a Gerente da Unidade Mista de Saúde da Asa Sul, Leonor de Lannoy.

Os quatro comprimidos correspondem às medicações Tonofovir (300), Efavirenz (600 mg) e Lamivudina (300mg), este último apresenta a dosagem dividida em dois comprimidos. “Com a mudança, o paciente tomará o medicamento uma vez ao dia no horário que for melhor para ele. A redução do número de comprimidos e de vezes que será necessário tomar ao longo do dia auxilia o tratamento correto”, lembrou a médica.

Lannoy destacou que a inovação diminui a chance de atrasos ou mesmo o esquecimento da ingestão do coquetel. Quando há falha no cronograma, há risco do vírus ficar resistente, aumenta as chances de ter que tomar outro remédio e de contrair outras doenças.

FOCO – São 22 antirretrovirais diferentes para tratar do HIV e o paciente deve usar pelo menos três desse rol. O tipo de medicação vai depender da resistência do vírus, histórico do tratamento, problemas renais e hepáticos, efeitos colaterais, entre outros itens.

Por isso, a medicação será distribuída para os pacientes que estão começando o tratamento, para os que já se tratavam com esses três remédios e fazem parte do rol e, ainda, aqueles que receberem orientações médicas para realizara troca.

DADOS – No DF, estima-se que existam 13 mil pessoas com a doença e apenas 6 mil são tratadas pela rede pública. “O número de pessoas em tratamento é inferior à quantidade de pessoas infectadas porque muita gente não sabe que tem”, enfatizou a médica.

Na Unidade Mista da Asa Sul, na 508 Sul, aproximadamente 3,8 mil pessoas recebem o tratamento e, por ano, cerca de 350 pessoas iniciam o tratamento contra a doença. Além dessa unidade, existem outros oito centros de referência para tratar a doença. Confira abaixo.

– Centro de Saúde nº 05 do Gama
– Unidade Mista de Saúde de Taguatinga
– Ambulatório do Hospital de Ceilândia
– Centro de Saúde nº 02 do Guará
– Centro de Saúde nº 11 da Asa Norte
– Hospital Universitário de Brasília
– Centro de Saúde nº 01 de Sobradinho
– Centro de Saúde nº 01 de Planaltina