Governo do Distrito Federal
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10/03/16 às 22h49 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

R$ 6 milhões para pesquisas sobre o Aedes aegypti no DF

Edital publicado. Propostas devem ser enviadas até 25 de abril

BRASÍLIA (10/3/16) – A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) publicou, nesta quinta-feira (10), edital no valor de R$ 6 milhões para o desenvolvimento de pesquisas sobre o mosquito Aedes aegypti e as doenças por ele transmitidas — chikungunya, dengue e zika. O documento foi publicado no Diário Oficial do DF e no site da fundação.

As linhas consideradas prioritárias pelo documento são: estudos de prevenção, controle, monitoramento de vetores e desenvolvimento de produtos como inseticidas e larvicidas; pesquisas de ecologia, mecanismos de resistência, genética de populações e interação vetor/vírus; estudos relativos aos diversos aspectos das doenças, como clínicos, novas metodologias de diagnóstico, epidemiologia e fisiopatologia; caracterização e variabilidade genética de vírus circulantes no DF; criação de um banco de dados; produção de kits de diagnóstico molecular e imunológico; e produção de vacinas e desenvolvimento de drogas antivirais.

“Essas são as principais linhas que serão financiadas pela Fundação de Apoio à Pesquisa com um edital de R$ 6 milhões para o conhecimento do ciclo do mosquito para que possamos ter mais eficiência no combate a ele”, disse o governador Rodrigo Rollemberg, durante o fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no Setor Bancário Norte.

O grupo de estudiosos deverá ser formado por pelo menos três bolsistas com experiência comprovada nos segmentos prioritários de pesquisa. Além disso, o destaque será ações de divulgação e educação científica. “Aqui, no Distrito Federal, temos uma massa crítica de cientistas que trabalham na área de biologia molecular, de saúde, de difusão científica. Então, planejamos um edital que fosse multi-institucional e multidisciplinar”, explicou a diretora-presidente da FAP-DF, Ivone Resende Diniz.

As propostas devem ser feitas em formato colaborativo e submetidas à FAP por um coordenador. Além de técnicos e estudantes, podem participar pesquisadores com vínculo empregatício ou funcional dos laboratórios e das secretarias de Estado, de instituições de ensino ou pesquisa, públicas ou privadas, e de empresas de base tecnológica sediadas no DF ou em outras unidades da Federação. O período de submissão de propostas vai até 25 de abril, e o valor máximo por projeto é de R$ 3 milhões.