Governo do Distrito Federal
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28/12/16 às 15h07 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Saiba como evitar as consequências dos excessos de fim de ano

Não há milagre contra a ressaca, o melhor remédio é a moderação

BRASÍLIA (28/12/16) – Um período repleto de promessas a cumprir para o ano seguinte, inspiradas por comemorações familiares, confraternizações entre colegas de trabalho, amigos-ocultos e ritos de passagem quase sempre acompanhados de excessos alimentares e uns goles a mais.

Para evitar transtornos que podem transformar as festas de fim de ano em dias de tormento, médicos e nutricionistas são unânimes em suas recomendações: “a prudência é a melhor prevenção contra o mal-estar, dores de cabeça, distúrbios estomacais, intestinais e até os casos extremos de coma alcóolico, “que podem trazer resultados danosos ao sistema neurológico”, alertam os especialistas.

Portanto, a melhor atitude a tomar é a moderação, acompanhada por alguns cuidados. A primeira recomendação é manter o organismo sempre hidratado quando consumir bebidas alcóolicas, intercalando a bebida com copos de água regularmente. “Assim você bebe menos e dilui os componentes da bebida, reduzindo substancialmente a desidratação, que é a principal causa da ressaca”, asseguram os profissionais de saúde.

A alimentação também merece atenção especial na hora de tomar os drinks. Comer antes de beber, e beliscar entre um copo e outro, retarda a difusão do álcool no organismo. Para evitar a ressaca também é importante não misturar destilados (cachaça, uísque, vodka) com fermentados (vinho, cerveja).

Mas caso você não resista e exagere no álcool uma dica é tomar generosas doses de água antes de dormir. No dia seguinte, o melhor é consumir alimentos leves, de fácil digestão, com baixos teores de gordura. Num organismo já sobrecarregado pelos efeitos do álcool, a preferência deve ser dirigida às frutas, vegetais e líquidos como a água de coco, sucos naturais e isotônicos, que também ajudam na reposição de minerais.

A ideia de “rebater” a ressaca com mais álcool é um mito que deve ser abandonado. Nesse caso, o único efeito que pode ser esperado é a sobrecarga do fígado e dos rins. A automedicação – uso de analgésicos e outras drogas sem prescrição médica – deve ser evitada, pois há componentes em alguns remédios vendidos livremente nas farmácias que trazem riscos de hepatoxidade (danos ao fígado), se associados ao consumo de álcool.