Governo do Distrito Federal
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26/04/19 às 12h09 - Atualizado em 26/04/19 às 12h09

Samu do Distrito Federal capacita 300 bombeiros em intervenção em crise

Curso prepara parceiros para o atendimento pré-hospitalar em saúde mental

 

O Núcleo de Educação em Urgências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (NEU/Samu-DF) conclui, nesta sexta-feira (26), o Curso de Intervenção em Crise, iniciado ontem, com turmas exclusivas para o pessoal do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Divididos em cinco turmas, ao todo, 300 militares estão inscritos no treinamento. As aulas acontecerão às quintas e sextas-feiras também do mês de maio e na primeira quinzena de junho.

 

Até ano passado, a capacitação era voltada aos servidores da Secretaria de Saúde e, agora, será ofertado a parceiros de atendimento pré-hospitalar. “O curso é dado em dois dias, com carga horária de 20 horas e tem o objetivo de fornecer elementos para abordagem humanizada ao paciente em sofrimento psíquico, que necessita de intervenção na crise”, observa o chefe do Núcleo de Educação em Urgência do Samu, Tiago Vaz.

 

Ele explica que o curso é oferecido há três anos e a procura é sempre grande. “No início deste mês, fizemos uma turma, mais direcionada para profissionais das emergências hospitalares e Caps. Tivemos 769 pré-inscrições. Mas só conseguimos efetivar 300 participantes”, conta.

 

NECESSIDADE – Tiago Vaz acredita que a procura tenha relação com o aumento dos casos de doenças psíquicas, que afetam não somente moradores do DF como no mundo inteiro. Somente em 2018, foram 6.914 atendimentos psiquiátricos feitos pelo Samu. Até março deste ano, 1.693.

 

“Diante desta realidade, o curso tem importância psicossocial. Os profissionais precisam estar habilitados, capacitados para identificar estes pacientes e saber usar as melhores estratégias, de forma humanizada, preconizadas pelo Ministério da Saúde”, observa Tiago Vaz.

 

METODOLOGIA – A capacitação utiliza metodologias para aliar a realidade aos conhecimentos técnico-científicos. “É um curso baseado em discussão dialogada. Há momentos de dramatização, para provocar a reflexão dos participantes, e tem a parte prática, mostrando como fazer a contenção física de forma mais digna e humana para o paciente”, explica.

 

 

Alline Martins, da Agência Saúde

Fotos: Mariana Raphael/Saúde-DF