Governo do Distrito Federal
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21/01/16 às 17h07 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Saúde adota novos cuidados para atender casos suspeitos e confirmados de Zika

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Ação tem como objetivo aumentar o controle e o monitoramento epidemiológico da doença

BRASÍLIA (21/1/16) – O atendimento de mulheres em idade fértil, gestantes e bebês com microcefalia passará a ter um roteiro diferenciado nas unidades de saúde pública do Distrito Federal. A partir de agora, os profissionais de saúde deverão seguir novas orientações descritas no Plano Distrital de Enfrentamento e Atendimento de Ocorrências Associadas à Infecção Pelo Vírus Zika.

Atualmente, há duas ocorrências de gestantes residentes no Distrito Federal diagnosticadas com Zika. Uma delas é um caso autóctone (infecção que teve sua origem no local onde foi diagnosticada) e o outro, a paciente provavelmente contraiu o vírus no estado de Goiás.

GRÁVIDAS – No caso das gestantes, a orientação para os profissionais é investigar de imediato e registrar na caderneta ou cartão da gestante, assim como, no prontuário médico, a ocorrência de infecções, rash cutâneo (manchas), exantemas (erupções cutâneas vermelhas) ou febre. Também será necessário realizar teste rápido para dengue e chikungunya.

“As gestantes também devem adotar medidas de proteção individual, como utilização de telas em janelas e portas, uso contínuo de roupas compridas (calças e blusas) e, se portar roupas que deixem áreas do corpo expostas, usar repelente”, afirma, Fernanda Canuto, Assistente Técnica da Saúde da Criança.

BEBÊS – Quanto aos recém-nascidos, a microcefalia, que é a malformação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada, por si só, não significa que a criança terá alterações motoras ou mentais. Além disso, em um período de até dois dias após o nascimento, o perímetro encefálico pode atingir o tamanho ideal.

Por isso, a regra será fazer a medição novamente após 48 horas do nascimento. No caso desta segunda medição estar acima do parâmetro de corte, a criança deve ser excluída da continuidade da investigação de microcefalia relacionada ao vírus Zika.

“As crianças que nascerem com o perímetro cefálico inferior ao esperado serão acompanhadas nos ambulatórios de neonatologia e ambulatório de infecções congênitas e neuropediatria”, disse a assistente técnica, ao ressaltar que microcefalia pode ser associada a malformações estruturais do cérebro ou ser secundária a causas diversas.

MULHERES EM IDADE FÉRTIL – Para quem possui de 10 a 49 e apresenta suspeita de gravidez, com atraso menstrual igual ou superior a sete dias, será realizado teste rápido de gravidez. O resultado sendo negativo, a paciente será encaminhada às ações/serviços de planejamento reprodutivo e manterá seguimento da vigilância epidemiológica. No resultado positivo, a paciente será orientada conforme fluxograma de investigação epidemiológica da gestante.

Segundo o plano, as mulheres que desejam engravidar também poderão receber aconselhamento pré-concepcional sobre a atual situação dos casos de microcefalia e sua relação com o vírus Zika, além de reforçar a necessidade de combate ao vetor (o mosquito Aedes aegypti).