Governo do Distrito Federal
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29/01/14 às 15h21 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

11 unidades já adotaram as pulseiras de Classificação de Risco

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O objetivo é identificar o paciente no nível de urgência do atendimento

A Secretaria de Saúde (SES/DF) passou a utilizar as novas pulseiras coloridas de Classificação de Risco em 11 unidades. Os hospitais regionais do Gama (HRG), Planaltina (HRPl), Samambaia (HRSam), Taguatinga (HRT), Asa Norte (HRAN), Guará (HRGu), Hospital Materno Infantil (HMIB) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante, Samambaia e São Sebastião contam com o novo sistema. O objetivo é a identificação do paciente conforme o nível de urgência de atendimento. A SES/DF pretende adotar o sistema em todas as unidades do DF, até fevereiro.

O Pronto-Socorro do HRAN passou a utilizar as pulseiras na sexta-feira (24). Segundo a chefia de equipe, o resultado após os quatro primeiros dias de testes foi satisfatório, pois a novidade ajudou a fortalecer a política da Classificação de Manchester. “Antes alguns pacientes não se lembravam qual era a cor que a enfermeira havia falado para eles. Agora, com a pulseira, a organização das demandas melhora bastante”, afirma Josimeire Crecci, chefe de equipe do HRAN.

A servidora pública Ana Paula Silva levou o filho ao Pronto-Socorro do HRAN para realizar um exame de alergia. Ele, que foi classificado como “amarelo”, recebeu a pulseira de identificação juntamente com um informativo da SES/DF sobre a cor da classificação. “Acho que a medida é muito boa, pois separa os pacientes pelo nível de urgência”, acredita.

Na Emergência do HRT, o sistema começou, nessa terça-feira (28), com a campanha “Espera Educativa”. O coordenador-geral de Saúde de Taguatinga, Otávio Augusto de Siqueira, destaca a importância do uso pulseira pelo paciente. “A partir da Espera Educativa daremos mais visibilidade ao atendimento, pois o paciente poderá acompanhar pela identificação qual é a classificação que está sendo atendida prioritariamente”, disse o médico.

As pulseiras seguem o Protocolo de Manchester de Classificação de Risco, preconizado pelo Ministério da Saúde. A primeira unidade a utilizá-lo foi o Hospital de Base em agosto de 2012, no qual os pacientes são separados por cores que indicam a intensidade do problema.

Implantado nos pontos de atenção de urgência e emergência da rede pública de saúde do DF, esse sistema prioriza o atendimento pela gravidade do caso e não pela idade ou ordem de chegada. O objetivo é acolher o paciente, avaliar a sua necessidade clínica e atendê-lo de acordo com a urgência, classificando-o por cores: vermelha (emergência); laranja (muito urgente); amarela (urgente); verde (pouco urgente) e azul (não urgente). Dentre as vantagens do Protocolo de Manchester está a redução do índice de mortalidade na porta das emergências, com a identificação rápida de pacientes em risco de vida.