Governo do Distrito Federal
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22/10/19 às 15h52 - Atualizado em 22/10/19 às 16h03

Saúde apresenta em seminário melhorias para primeira infância

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Foi o segundo dia de evento do Programa Criança Feliz Brasiliense

 

Medidas para melhorar a qualidade de vida das crianças foram debatidas no segundo dia do I Seminário de Primeira Infância do Programa Criança Feliz Brasiliense, realizado nesta terça-feira (22) no auditório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). No evento, as iniciativas em andamento no Distrito Federal para atender a esse público foram apresentadas por representantes da Secretaria de Saúde, dentre eles a secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Lucilene Florêncio.

 

Entre as ações, citaram o Programa Saúde na Escola (PSE), com a atuação de profissionais da Saúde em 208 escolas do Distrito Federal para combater o Aedes aegypti. Também destacaram Brasília como a única cidade do mundo autossuficiente em aleitamento materno, além de o DF possuir nove unidades “Amigo da Criança” com a finalidade de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno no âmbito hospitalar.

 

Outra ação positiva no Distrito Federal foi o recente aumento, em setembro, no número de doenças rastreáveis com o teste do pezinho, que ampliou para até 44 tipos de enfermidades. Antes, a triagem neonatal, nome formal do procedimento, rastreava 36 doenças diferentes, o que já colocava o DF como referência no país.

 

“Temos fomentado voluntários e os setores da Educação, Segurança e Saúde para formar uma corrente do bem e diminuir as intercorrências nas gestações, nos partos, no crescimento e desenvolvimento das crianças, além da prevenção de acidentes na primeira infância, como queimaduras”, afirmou a secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Lucilene Florêncio.

 

A prevenção foi um ponto ressaltado pelo médico José Adorno, responsável pela Unidade de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência para todo o DF em tratamentos desse tipo. “A educação precisa ser ativa, como estratégia para reduzir acidentes. É preciso saber como as pessoas se queimam, quem mais se queima e como evitar isso”, destacou.

 

CAPACITAÇÃO – No evento, foi celebrada a assinatura de um contrato com o Instituto de Educação, Esportes, Cultura e Artes Populares (Iecap). A entidade será responsável pela contratação dos visitadores do programa Criança Feliz Brasiliense, que serão capacitados pelo Ministério da Cidadania em parceria com a Opas.

 

“Serão selecionadas 108 pessoas para visitar outras 3,2 mil, entre gestantes e crianças na primeira infância, com idade entre zero e cinco anos. Serão escolhidos os 15 locais do DF com maior vulnerabilidade social para mapear e construir um perfil dessa população”, informou Lucilene Florêncio.

 

O mês de novembro será de capacitação dos visitadores e facilitadores para, em seguida, iniciar as visitas às casas das famílias beneficiadas. Entre os contratados estarão jovens integrantes dos Centros de Juventude com 2º grau completo.

 

PROGRAMA – O Programa Criança Feliz Brasiliense é realizado em parceria com a Opas e o Hospital da Criança de Brasília. Concorrendo com outros 400 programas no mundo todo, ele foi o vencedor do Wise Awards 2019 – um dos maiores programas em educação mundial. A coordenadora dele é a primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha.

 

O intuito é difundir ações integradas da primeira infância junto aos membros do sistema de Justiça, Saúde, Mulher, Assistência Social, Educação, Cultura e Esporte. “O Criança Feliz Brasiliense é um trabalho intersetorial, feito desde o pré-natal até os nove anos de idade, principalmente na primeira infância”, completou Lucilene Florêncio.

 

A previsão é de que, ainda neste mês, seja lançado o edital Região Administrativa Amiga da Primeira Infância. A finalidade será premiar as regiões que se destacam na implementação de ações de promoção, proteção e apoio ao desenvolvimento na primeira infância.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde

Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF