Governo do Distrito Federal
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29/01/19 às 15h17 - Atualizado em 29/01/19 às 15h29

Saúde celebra Dia da Visibilidade Trans

 

Nesta terça-feira (29), é celebrado o Dia da Visibilidade Trans, população que engloba pessoas trans, travestis e transgêneros. Para celebrar a data, uma série de atividades foi programada por diversos órgãos até 2 de fevereiro. Para esta quinta-feira (31), está prevista a atividade “Em defesa do Ambulatório Trans”, às 13h30, no Hospital Dia 508/509 Sul. Confira a programação completa aqui.

 

“Temos serviços específicos de diversidade sexual de gênero para acolhimento em questões relacionadas à sexualidade e ao gênero”, destacou o médico de família e comunidade da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Luis Fernando Marques.

 

O profissional fez referência ao Centro de Referência, Pesquisa, Capacitação e Atenção ao Adolescente em Família (Adolescentro), que oferece atenção às diversidades sexual e de gênero na adolescência, e ao Ambulatório de Assistência Especializada às Pessoas Travestis e Transexuais (Ambulatório Trans), destinado à assistência no processo transexualizador de pessoas travestis e transexuais.

 

De acordo com o profissional, o sofrimento psicológico é um dos fatores presentes na maior parte dos casos. “Muitas vezes, chegam com histórias de tentativa de suicídio e violência sexual. Além disso, em diversos casos, esses adolescentes não são acolhidos em casa e na escola”, descreveu Marques.

 

Para o médico, a falta de apoio faz com que o adolescente desencadeie problemas que afetam tanto a vida pessoal, quanto o rendimento escolar. “No Adolescentro, contamos com equipe especializada para fazer esse acolhimento. Temos assistentes sociais, ginecologistas, psicólogos, psiquiatra, médicos de família e comunidade. Tentamos abarcar a complexidade da necessidade desses pacientes”, explicou.

 

O atendimento é aberto ao público. Basta comparecer e realizar uma entrevista. Dependendo da necessidade, o paciente é encaminhado a um dos serviço.  A entrevista inicial estruturada é realizada de segunda a sexta-feira, das 7 às 12 horas e das 13 às 18 horas.

 

Além do atendimento ao paciente, a psicóloga do Adolescentro Paula Stein explica que a equipe também faz o acompanhamento das famílias. “O cuidado envolve o acolhimento médico e psicossocial das famílias. Recebemos casos graves de saúde mental em razão das vulnerabilidades culturais, sociais e psíquicas. Buscamos desenvolver um trabalho interdisciplinar para o atendimento dessas demandas”, ressaltou.

 

Outra opção de assistência é o Ambulatório Trans, que fica no Hospital Dia, na 508/509 Sul. O espaço é indicado para qualquer pessoa que tenha conflito de gênero e precisa fazer acompanhamento psicológico e psiquiátrico para que entenda o processo. Basta ir ao espaço para agendar o atendimento, de segunda a sexta-feira, das 7 às 12 horas e das 14 às 16 horas.

 

No ambulatório, são avaliados os agravos psiquiátricos e meios terapêuticos para o tratamento, como psicoterapia individual e em grupo. No primeiro encontro, os profissionais explicam como funciona o ambulatório e colhem informações sobre as expectativas dos futuros pacientes. Em um ano e meio, o espaço atendeu mais de 300 pessoas.

 

LEGISLAÇÃO FEDERAL – As políticas públicas específicas para esse grupo social estão previstas na Portaria nº 2.803, de novembro de 2013, do Ministério da Saúde.

 

Por meio do marco legal, foi definido e ampliado o processo transexualizador no Sistema Único de Saúde (SUS), que prevê a capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde para lidar, de forma humanizada, com transexuais e travestis, tanto na atenção básica quanto na especializada, sem discriminação.

 

Ailane Silva, da Agência Saúde