Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
31/10/19 às 18h39 - Atualizado em 31/10/19 às 18h41

Saúde da população negra é tema de bate-papo

COMPARTILHAR

Cerca de 30 pessoas participaram do encontro

 

 

Profissionais da Secretaria de Saúde estiveram, nesta quinta-feira (30), no Centro Espírita de Umbanda e Candomblé, para um bate-papo sobre as práticas de cuidados nos terreiros. Participaram do encontro em Ceilândia, cerca de 30 pessoas, representantes da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro), Secretaria de Justiça, Ministério da Saúde, Universidade de Brasília e comunidades de terreiros. A atividade é alusiva ao Dia de mobilização pró-saúde da população negra, lembrado em 27 de outubro.

 

“Esse encontro foi importante para avaliar os serviços prestados às comunidades de matriz africana e reconhecer a importância de suas práticas e saberes através do diálogo para alcançar um maior respeito à cultura dos terreiros na saúde. Essas comunidades possuem um modelo de cuidado e atenção à saúde que traz qualidade de vida aos seus adeptos, marcado pelo acolhimento, aconselhamento e tratamento nas dimensões física, psíquica e espiritual”, observa a psicóloga Christiane Silva, da Gerência de Saúde de Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais da Secretaria de Saúde.

 

Para Adna Santos, Mãe Baiana, um encontro como esse é de extrema importância.  “Precisamos dizer o que está faltando, como fomos recebidos nos serviços e o que precisa ser ajustado. O governo precisa trabalhar junto com a população negra e povo de terreiro. Os agentes de saúde precisam saber onde estamos, quantos somos e o que precisamos”, defende.

 

Segundo a coordenadora Administrativa do Comitê Técnico de Saúde da População Negra do DF, Marjorie Chaves, a questão da intolerância religiosa ainda é um fator de impedimento que está sendo combatido para que essas pessoas tenham acesso a determinados serviços.

 

Outro ponto citado por ela é a questão do respeito ao conhecimento tradicional. “Ele não substitui a medicação, mas são saberes importantes para essa população que tem fé específica, então, esse tratamento também precisa ser considerado”, destaca.

 

ENCONTROS – A Gerência de Saúde de Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais da Secretaria de Saúde promove, rotineiramente, encontros semelhantes a este. Neste ano, foram seis rodas de conversa, incluindo ciganos, indígenas, população em situação de rua, profissionais do sexo e comunidade LGBT.

 

Alline Martins,  da Agência Saúde 

Fotos: Mariana Raphael/Saúde-DF

 

Saúde da população negra é tema de bate-papo