Governo do Distrito Federal
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25/11/15 às 17h08 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Saúde discute o surto de microcefalia no Nordeste

Boletim do Ministério da Saúde confirma 520 casos em oito estados da região e um no GO

BRASÍLIA (25/11/15) – Com a suspeita da ligação do surto de microcefalia no Brasil com a febre pelo Zika vírus, a Secretaria de Saúde do DF realizou, na tarde desta terça-feira (24), um seminário sobre o assunto para os profissionais de saúde das redes pública e privada.

O secretário de Saúde, Fábio Gondim, destacou a importância de se prevenir da doença, mesmo sem nenhum casos suspeito de Zika no DF. “Devido a esta associação entre as mães que tiveram filhos com microcefalia recentemente com a febre pelo Vírus Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o combate ao mosquito de agora em diante vai ser reforçado por parte do governo”, destacou.

Gondim também pediu que a população seja parceira nesse combate. “É importante que a sociedade também nos ajude e tome medidas preventivas e corretivas em suas residências, para eliminar qualquer possível criadouro para o mosquito, evitando o acumulo de água”.

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Segundo o último boletim do Ministério da Saúde sobre os casos de microcefalia, já são 520 casos em todo o Brasil, com um confirmado em Goiás, Estado vizinho do DF. “Como a microcefalia não tem cura, a única forma de prevenção, caso a associação entre a doença e a febre pelo Zika vírus se confirme, é a mobilização no combate ao mosquito”, ressaltou o secretário de Saúde.

ESCLARECIMENTOS – A ouvidora da Secretaria de Saúde, Denize Bomfim, explicou, durante o seminário, como a Ouvidoria da Saúde está se preparando para prestar os esclarecimentos à população e aos profissionais da área que buscam os canais de comunicação do setor para obter informações sobre esta situação.

Para ministrar a palestra sobre a situação atual no DF das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti: dengue, febre pelo Zika vírus e febre chikungunya, o evento contou com a fala do chefe do Núcleo de Controle de Endemias, Dalcy Albuquerque Filho.

Na mesa de abertura do evento estiveram presentes, além do secretário de Saúde, Fábio Gondim, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Tiago Coelho, o subsecretário de Atenção à Saúde, Robinson Parpinelli, a Ouvidora da Saúde, Denize Bomfim e a Diretora da Vigilância Epidemiológica, Cristina Segatto.

CASOS EM PERNAMBUCO – O evento contou ainda com a presença da neuropediatra do Hospital Barão de Lucena (PE), Vanessa Van Der Linden, para comentar sobre a situação de surto vivenciado em Pernambuco, o primeiro estado a identificar e notificar o aumento nos casos de microcefalia do Nordeste. A médica foi a primeira profissional a identificar os primeiros casos no estado.

“Em agosto eu atendi o primeiro caso, um recém-nascido com um crânio de 27 cm. Fizemos vários testes e nada foi identificado. Em setembro eu atendi mais três casos e todos também deram negativo para as principais infecções que causam a microcefalia, que são o citomegalovírus e toxoplasmose, e as tomografias mostraram calcificações diferentes das normais”, conta a médica.

Ela completa que, diante disso, começaram as investigações e mais casos foram sendo notificados em outras unidades. “Ainda não há confirmação que os casos estejam ocorrendo por conta da febre pelo Zika vírus. O Ministério da Saúde está analisando todas as possibilidades”, explicou a neuropediatra.

Pernambuco já contabiliza 268 notificações de microcefalia nos últimos dois meses. Todo o protocolo adotado pelo estado está disponível no site www.cievspe.com.

ZIKA NO DF – Neste segundo semestre foram diagnosticados dois casos no DF. No entanto, estes pacientes contraíram a doença em Salvador e Teresina. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. Por isso, a forma de prevenção é a mesma: combater o mosquito.

“O DF está entre as unidades da Federação que mais têm reduzido o número de casos da dengue. Em comparação com o ano passado houve uma redução de 21% da doença. Além disso, até o momento não tivemos nenhum caso de Zika vírus transmitido aqui”, ressaltou o subsecretário de Vigilância à Saúde, Tiago Coelho.

Ele completa, porém, que é imprescindível que a população continue ajudando o governo no combate ao mosquito, principalmente agora, com o período de chuvas. “Dez minutos por semana já é o suficiente para garantir uma vistoria em nossas residências e eliminar tudo o que possa acumular água”, destaca Coelho.

PREVENÇÃO
– Manter a caixa d'água bem fechada;
– Encher os pratos dos vasos de planta com areia;
– Manter garrafas com a boca para baixo;
– Fechar corretamente os sacos de lixo;
– Não deixar acumular entulho;
– Manter as calhas desentupidas são ações importantes de prevenção.
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