Governo do Distrito Federal
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12/06/21 às 11h39 - Atualizado em 12/06/21 às 11h40

Saúde divulga plano operacional para Copa América

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Documento traz orientações sobre ações que estão sendo feitas no âmbito sanitário durante a realização dos jogos na capital

 

JOHNNY BRAGA, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

O Plano Operacional da Secretaria de Saúde para Copa América, que traz orientações e medidas que deverão ser tomadas pelos órgãos de Vigilância à Saúde durante a competição foi divulgado pela pasta. O objetivo é manter sob controle o cenário epidemiológico para diversas doenças, como a Covid-19.

 

De acordo com a secretária adjunta de Assistência à Saúde, Raquel Beviláqua, o plano foi elaborado pelo Comitê de Operações Especiais para o Enfrentamento à Covid-19 com o apoio das áreas técnicas da vigilância. “Todos contribuíram para disponibilizarmos as recomendações para  que o DF se preparasse da melhor forma possível do ponto de vista sanitário. As informações estão disponibilizadas de forma acessível e de rápida leitura”, destaca. A secretária ressalta, ainda, que “é importante acrescentar o papel fundamental de cada um no combate à pandemia, como o uso de máscaras, higienização das mãos e evitar aglomerações”.

 

A Secretaria de Saúde, juntamente com as diretorias responsáveis pela análise epidemiológica, analisou os riscos sanitários que uma competição internacional pode trazer, como surtos e outros eventos de saúde monitorados nos últimos seis meses. As áreas técnicas identificaram os seguintes riscos:

 

  • Doenças infecciosas: sarampo, rubéola, influenza A (H1N1) e H3N2, norovírus, varicela, difteria, coqueluche, cólera, poliomielite por vírus selvagem, poliomielite derivado da vacina, Febre tifóide, Febre de Lassa, Febre Amarela, novas cepas da covid-19.
  • Doenças de transmissão hídrica/alimentar: Salmonella e hepatite E, norovírus, cólera, listeriose;
  • Doenças vetoriais: malária, Febre do Nilo Ocidental (FNO), doença de Lyme, Encefalite japonesa;
  • Zoonoses: febre do Vale do Rift, tularemia, margburg, vírus Nipah, doença de Lyme;
  • Doenças por transmissão sanguínea e sexual: Aids, sífilis, gonorreia, hepatites B e C e clamídia, HPV.

 

As doenças citadas acima, algumas geralmente não circulantes no Brasil, podem ser identificadas com a mobilização de pessoas vindas de outros países. Devido a isso, as equipes de Vigilância em Saúde já iniciaram o monitoramento de possíveis eventos epidemiológicos. Na última sexta-feira (11), as vigilâncias Epidemiológica e da Saúde do Trabalhador fizeram uma visita técnica nos cinco hotéis da capital federal que irão hospedar as delegações que participarão de jogos da Copa América no Distrito Federal.

 

A visita ocorreu para orientar os funcionários desses estabelecimentos sobre a prevenção das doenças transmissíveis, com ênfase para a Covid-19.

 

Monitoramento e análise de risco

 

Antes mesmo do início da competição, todos os envolvidos (delegações, equipe hoteleira, equipes de segurança e apoio logístico) serão cadastrados e monitorados. Eles farão testes para detecção da Covid-19 e outras doenças infecciosas. A vigilância também permanece durante e 14 dias após o evento para um melhor controle sanitário.

 

Foi definido que o Hospital Regional da Asa Norte será a unidade referência no SUS-DF para emergências clínicas e cirúrgicas, incluindo a Covid-19 e síndromes gripais. O Hran também será responsável por oferecer a testagem e início de tratamento, caso necessário, das outras infecções sexualmente transmissíveis, bem como a UBS 1 da Asa Sul, que funciona de segunda a sexta-feira das 7h às 22h. O atendimento e dispensação de medicamentos para HIV/Aids e hepatites virais será no Hospital Dia, na 508 Sul.

 

Todo o trabalho tem como meta identificar possíveis manifestações de doenças e agir rapidamente impedindo a disseminação.