Governo do Distrito Federal
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13/01/21 às 13h02 - Atualizado em 13/01/21 às 15h28

Saúde e Ministério Público discutem cenário do DF com relação ao enfrentamento da pandemia

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Vacinação contra Covid-19 e a falta de recursos humanos estão entre os pontos abordados

 

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

 

Vacinação contra a Covid-19 no DF terá três fases seguindo o plano nacional – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

A Secretaria de Saúde reuniu-se, nesta terça-feira (12), com membros do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para tratar sobre o Plano Estratégico e Operacional da Vacinação contra a Covid-19 no Distrito Federal e o Plano de Mobilização de Leitos Covid-19.

 

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, repassou aos membros do Ministério Público a atual conjuntura do quadro de servidores e a necessidade pontual em algumas especialidades. “Por conta da pandemia, a necessidade por médicos intensivistas, nefrologistas, neonatologistas e anestesistas aumentou muito. Além da grande demanda de técnicos de enfermagem”, esclareceu o gestor da pasta.

 

Okumoto e outros gestores da Saúde explicaram ao MP o quadro atual de servidores – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

Durante a reunião, foram discutidas questões pontuais como o número de leitos de toda a rede e a necessidade de ampliação de recursos humanos. “Alguns pontos são essenciais para discussão, inclusive, o número de profissionais disponíveis para atuar nos leitos das unidades. Nosso objetivo é que seja disponibilizado o melhor atendimento à população”, afirma o procurador de Justiça José Eduardo Sabo, da Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC).

 

A Subsecretaria de Gestão de Pessoas também participou do encontro e apresentou um relatório detalhado de 2020 em que demonstra a baixa taxa de adesão dos últimos aprovados em concursos da Secretaria de Saúde e o aumento da taxa de desligamento de servidores.

 

“Estamos trabalhando com melhorias de escalas e contratações temporárias. A Secretaria de Saúde tem feito todos os esforços para reforçar as equipes, porém, na vigência da Lei Federal 173/20, estamos impedidos de ampliar carga horária, contratar concursados fora das vagas de vacâncias ou qualquer outro ato administrativo que implica impacto financeiro na folha de pagamento”, esclarece Silene Almeida, subsecretária de Gestão de Pessoas.

 

Segundo Petrus Sanchez, secretário adjunto de Assistência, em razão da própria dinâmica do mercado, que está captando profissionais de saúde e oferecendo mais vantagens que o setor público, existem problemas com recursos humanos na rede.

 

Os integrantes da Subsecretaria de Vigilância à Saúde também informaram quais são as estratégias que estão sendo adotadas para a vacinação contra a Covid-19 e asseguraram que o DF está pronto para atender a população quando as vacinas chegarem em solo brasiliense.