Governo do Distrito Federal
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25/02/19 às 18h27 - Atualizado em 26/02/19 às 16h56

Saúde Mental é tema de audiência pública na Câmara Legislativa do DF

 

 

A Saúde Mental foi tema de audiência pública, realizada na tarde desta segunda-feira (25), na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Com um auditório formado por cerca de 60 pessoas, a maioria delas usuárias e/ou familiares de pacientes da rede pública, foram colocadas em pauta as principais reivindicações da área.

 

Na dinâmica proposta, membros da mesa, formada por alguns deputados, representantes de saúde mental e da Secretaria de Saúde, foram os primeiros a falar. Posteriormente, foi aberto espaço para a fala de quem estava na plateia. A audiência foi proposta pela deputada distrital Arlete Sampaio.

 

Primeiro a falar, o representante dos usuários de saúde mental do DF, Cleidson de Oliveira, deu destaque à importância dos centros de atenção psicossociais (CAPS) no acolhimento e tratamento não só do paciente, mas também da família. “Sou um exemplo de que os CAPS funcionam, senão nem aqui estaria hoje. Temos 17 centros e gostaríamos que tivesse mais, pelo menos, uns 45”, disse.

 

FOCO – Presente à audiência pública, a secretária adjunta de Assistência à Saúde, Renata Rainha, que é psiquiatra por formação, frisou que a saúde mental será sua bandeira no governo.

 

“Sempre tive grande preocupação com a saúde mental do DF. Fiz minha residência em Niterói e me encantei com a saúde mental de lá e queria isso aqui também. Sou totalmente a favor de fortalecer os CAPS e em criar residência terapêutica no DF, que é a capital do país e não conta com residências”, observou.

 

Ela ressaltou que o governo estará aberto ao diálogo para receber sugestões de como melhorar a saúde mental na rede pública do DF. “Queremos mudar a realidade atual”, destacou.

 

METAS – Durante as exposições na audiência, a equipe da Diretoria de Saúde Mental apresentou o que está previsto para este ano. Entre elas a construção de mais três CAPS: um AD III no Guará e outro em Taguatinga, e um Capsi em Ceilândia.

 

Ainda estão previstas a republicação do Plano Diretor de Saúde Mental, a implantação de leitos de saúde mental infantil no Hospital da Criança e a continuidade de algumas ações educativas e de implementação de saúde no âmbito da atenção psicossocial nos diversos níveis de assistência.

 

“Ressaltamos que a secretaria está aberta aos diálogos, queremos conversar com representantes do setor, pois sozinhos não conseguiremos fazer nada”, destacou a diretora de Saúde Mental, Elaine Bida. Ela disse, ainda, que está sendo feito um levantamento da situação atual da área para elencar as prioridades.

 

Na ocasião, Bida também lembrou que este governo está buscando cuidar da saúde mental do servidor que, segundo ela, precisa estar bem para oferecer o melhor atendimento à população.

 

Alline Martins, da Agência Saúde

Foto: Mariana Raphael