Governo do Distrito Federal
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6/02/14 às 13h41 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Saúde oferece tratamento a gestante com má formação da placenta

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Detecção precoce pode evitar futuro câncer

A Doença Trofoblástica Gestacional, também chamada de Mola Hidatiforme (MH), apesar de desconhecida é mais comum do que se pensa. Dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) apontam que uma em cada 215 mulheres grávidas no Brasil têm o diagnóstico de “mola”. O Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), que é referência nacional no tratamento da doença, atende atualmente cerca de 300 mulheres que estão nessa situação.

Trata-se de uma anomalia genética que pode surgir nas mulheres a partir da fecundação. A “mola” é, então, uma má formação do tecido placentário no princípio de uma gravidez em que o embrião não se desenvolveu normalmente. Em vez de se formar uma placenta que futuramente comportaria um feto, esse material gera a “mola” que degenera a placenta.

A doença pode ser descoberta ainda nas primeiras semanas de gravidez, o que reforça a importância das mulheres realizarem todos os exames para descobrirem a gestação ou até mesmo a doença. Para a ginecologista Cirlaine Casagrande, é fundamental procurar os Centros de Saúde do DF assim que for detectado o atraso de mais de 15 dias da menstruação, pois no caso da presença de “mola”, o diagnostico precoce é essencial. “É importante, pois se a “mola” não for tratada precocemente, pode até se transformar em um tumor maligno com a possibilidade de haver metástase (processo de espalhamento do tumor pelos órgãos mais próximos)”, afirma.

Segundo o ginecologista Leandro Resende, o nível do Beta HCG, hormônio que indica a possibilidade de gravidez, é outro importante indicativo também para o diagnóstico da doença. Quando esse nível está acima de 5 ui/ml (Unidade Internacional por mililitro), há um forte indicio de gravidez. “Porém, esse índice também pode apontar uma possível “mola” na mulher. Por isso é fundamental que ela se trate assim que detectar o atraso menstrual”, reforça.

É no exame de pré-natal, oferecido pela Secretaria de Saúde do DF (SES/DF) nos Centros de Saúde, que o médico acompanha o desenvolvimento da mãe e do bebê durante o período da gravidez. É também nessa fase que a Mola Hidatiforme pode ser descoberta, tratada e combatida antes de virar um tumor maligno e, posteriormente, se desenvolver para o câncer conhecido como cariocarcinoma.

“Quando a mulher descobre que está grávida, a partir do exame de Beta HCG, ela deve realizar uma ecografia transvaginal, que pode detectar a doença mais precocemente”, explica Leandro. O médico também aponta que o nível alto desse hormônio não necessariamente confirma a doença. “No caso da gravidez de gêmeos, o Beta HCG também pode ser alto. Porém, quando os níveis passam de 100.000 ui/ml ainda no primeiro mês da gestação, temos praticamente certeza de que é a “mola” em vez de uma gravidez normal”, alerta.

Tratamento

Qualquer mulher que, segundo os ginecologistas, apresente o atraso menstrual de mais de 15 dias corridos podem procurar ao Centro de Saúde mais próximo de casa. Este profissional fará uma análise completa com exames de sangue, urina e, se houver necessidade, a ecografia. Se for detectada a possibilidade da doença, o profissional encaminha a mulher para o HRAN, onde se concentra o atendimento.

Por Lucas Carvalho, da Agência Saúde DF
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