Governo do Distrito Federal
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2/04/14 às 19h20 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Saúde oferece tratamento para o Autismo

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Rede pública de saúde na luta para diagnóstico e reintegração social

Hoje é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo e a Secretaria de Saúde (SES/DF) também participa dessa luta. São três pólos de atendimento para crianças de zero a 21 anos diagnosticadas com essa síndrome que afeta o desenvolvimento psicossocial de um contingente estimado em 13 mil pessoas aqui no Distrito Federal.

Os primeiros sinais do autismo se manifestam nas crianças até os três anos. Nessa fase, os pais já devem ficar atentos se, por exemplo, a criança tiver dificuldade no desenvolvimento da fala, isolamento, movimentos repetitivos e comportamento fora do comum. “As crianças autistas costumam enfileirar objetos, se interessam por revistas e imagens que não despertam a curiosidade infantil e adoram observar, até mesmo, os créditos no final do telejornal”, disse a Rosa Horita, psiquiatra infantil que atende em um dos Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPS I) da rede pública de saúde.

A Universidade de São Paulo (USP) realizou um projeto, em 2007, onde apontava que um entre 190 habitantes seria acometido com o autismo. Como em Brasília não existe um levantamento específico, com base nesse projeto, a capital federal atingiria o contingente de 13 mil pessoas.

A SES/DF, no entanto, atende a demanda populacional autista da capital nos CAPS I da Asa Norte e Sobradinho e no Núcleo de Atendimento Terapêutico (NAT) do Hospital Materno Infantil (HMIB). O Hospital da Criança e os hospitais da rede com Neuropediatria e psiquiatria infantil, também atendem para diagnosticar o autismo. “As pessoas identificadas com a síndrome são acolhidas nos CAPS I e no NAT para receberem o tratamento que é individualizado e, de acordo com o perfil da pessoa, tem projeto terapêutico elaborado para o atendimento com a equipe multidisciplinar”, revelou Rosa Horita.

Além desse acompanhamento multidisciplinar, alguns pacientes necessitam do uso de medicamentos para o controle de distúrbios comportamentais, prescrito por médicos psiquiatras, neuropediatras, neurologistas, pediatras e clínicos.

Saiba identificar os sinais do autismo:
– Evita olhar nos olhos;
– Não responde ao chamado;
– Atraso na fala ou fala pouco desenvolvida para a idade;
– Não brinca com outras crianças (isolamento);
– Não usa gestos para se comunicar;
– Não entende o gesto de apontar;
– Apresenta estereotipias (sacode as mãos, balança o corpo);
– Comportamentos exacerbados quando contrariados (bater as mãos, bater na cabeça ou se jogar no chão);
– Resistências a mudanças no dia-a-dia.

Onde procurar:
• HMIB: Quadra 608 – L2 Sul;
• Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPS I) Asa Norte: Quadra 502 SMHN Qd 03 Bl. “A” – Ed. COMPP;
• Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPS I) sobradinho: Q. 4 AE reservada da 1/2.
Acolhimento segundas, quartas e sextas-feiras: matutino (7h) e vespertino (13h), com 6 (seis) vagas por turno.

Por Luana Lemes, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa:
(61) 3348-2547/2539 e 9862-9226