Governo do Distrito Federal
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27/11/13 às 18h56 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Saúde promove ação para lembrar Dia Nacional de Combate ao Câncer

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Atividades no Parque de Apoio nesta quinta-feira


O Dia Nacional de Combate ao Câncer, 27 de novembro, será lembrado pela Secretaria de Saúde com uma ação com servidores nesta quinta-feira (28), no Parque de Apoio no Setor de Indústria e Abastecimento, ao lado do Clube da Saúde.

A iniciativa será voltada para a promoção e prevenção de três tipos de câncer: pulmão, boca e próstata, com orientação sobre alimentos saudáveis e prejudiciais à saúde, avaliação da saúde bucal em tabagistas e verificação da capacidade respiratória (peakflow).

Os servidores também poderão participar de debates na “Roda de Conversa” sobre a Saúde do Homem – Prevenção – com Dr. Anderson Abud e sobre a Promoção da Igualdade Racial dentro da Saúde, com Dr. Viridiano Custódio de Brito, secretário Especial da Promoção da Igualdade Racial (SEPIR). Haverá ainda apresentação de Ginástica Laboral e a prevenção de Glaucoma, que traz como consequência a perda definitiva de visão, sendo mais frequente em homens da raça negra.

A Secretaria de Saúde trabalha na prevenção com ações de promoção da saúde, diagnóstico precoce e a ampliação do acesso aos serviços. O Programa Antitabagismo, com 61 Centros de Referência, é um exemplo de sucesso com excelentes resultados. Aproximadamente três mil pessoas deixaram de fumar no Distrito Federal no ano passado. Com três unidades no DF, a Carreta da Mulher também contribui para melhorar os dados.

De acordo com Celso Rodrigues, coordenador do Programa de Controle do Câncer e Tabagismo no Distrito Federal, o evento tem o objetivo de chamar a atenção daqueles que ainda não despertaram para o perigo de não realizar os cuidados com a saúde. “Nós esperamos que mais pessoas venham participar dos nossos programas e fazer a prevenção. Infelizmente, no DF ainda há 310 mil fumantes e 2.500 pessoas morrem no DF com alguma doença associada ao tabagismo, além dos outros tipos de câncer, como o de próstata e colo do útero”, afirmou.

A rede pública de saúde tem tratamento do câncer nos hospitais: Base, Taguatinga, Universitário, Sara Kubitschek e da Criança. Além disso, são realizadas nos hospitais HBDF e HUB (quimioterapia, radioterapia e cirurgia), no HRT (quimioterapia e cirurgia), existem hospitais conveniados com o SUS para realização dos procedimentos de radioterapia (Hospital Santa Lúcia e Instituto de Radioterapia de Taquatinga). As cirurgias oncológicas também são realizadas em, outros hospitais da rede.

Segundo o Ministério da Saúde e a International Agency for Research on Cancer (IARC), a unidade da Organização Mundial de Saúde (OMS) para pesquisa em câncer, atualmente, há evidências suficientes de que alguns tipos de vírus, bactérias e parasitos associados a infecções crônicas estão presentes no processo de desenvolvimento do câncer.

No mundo, estima-se que 18% dos casos de câncer se devam a agentes infecciosos, percentual que os coloca, ao lado do fumo, como os mais importantes agentes câncerígenos, com destaque para o papilomavírus humano (HPV), o Helicobacter pylori (H.Pylori), os vírus das hepatites B e C.

O número estimado pelo Ministério da Saúde para 2012/2013 foi de 518.510 casos novos de câncer no Brasil, incluindo os casos de pele não melanoma, que é o tipo mais incidente para ambos os sexos (134 mil casos novos), seguido de próstata (60 mil), mama feminina (53 mil), cólon e reto (30 mil), pulmão (27 mil), estômago (20 mil) e colo do útero (18 mil). Trouxe também a inclusão de sete novas localizações de tumores como novidade porque foram computados pela primeira vez.

A explicação para este crescimento está na maior exposição dos indivíduos a fatores de risco cancerígenos. A redefinição dos padrões de vida, a partir da uniformização das condições de trabalho, nutrição e consumo desencadeada pelo processo global de industrialização, tem reflexos importantes no perfil epidemiológico das populações.

As alterações demográficas, com redução das taxas de mortalidade e natalidade, indicam o prolongamento da expectativa de vida e o envelhecimento populacional, levando ao aumento da incidência de doenças crônico-degenerativas, especialmente as cardiovasculares e o câncer.


Por Érika Bragança, da Agência Saúde DF
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