Governo do Distrito Federal
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17/03/21 às 17h26 - Atualizado em 17/03/21 às 17h55

Saúde promove ações de prevenção ao câncer colorretal

Apesar de ser tratável, doença já vitimou 17 pacientes no DF em 2021

 

GUILHERME PEREIRA, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

O tratamento para qualquer doença começa pelo diagnóstico. Sabendo disso, a Secretaria de Saúde promove, desde o início do mês, a campanha Março Azul Marinho, em atenção ao diagnóstico do câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal. Apesar do tratamento ser fornecido na rede pública de saúde, a doença já vitimou 17 pacientes nos dois primeiros meses de 2021.

 

Além do fator histórico, os maus hábitos alimentares contribuem para o desenvolvimento da doença. Excesso de peso e alimentação não saudável, especialmente composta pelo consumo excessivo de carnes processadas (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, peito de peru e salame) e também a ingestão excessiva de carne vermelha aumentam a incidência da enfermidade. Para o biênio 2020-2022, a projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que surjam 40.990 novos casos de câncer colorretal no Brasil, sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres.

 

Pacientes acima dos 50 anos têm fatores de risco de desenvolvimento da doença agravados. Em 2020, foram registradas 594 internações na rede de saúde em função de neoplasia maligna do cólon, das quais, cerca de 70% foram de pacientes acima dos 50 anos.

 

 

Sintomas e diagnóstico

 

Os sinais e sintomas mais frequentemente associados ao câncer colorretal são: anemia; presença de sangue nas fezes, diarreia e prisão de ventre, massa abdominal (tumoração), dor ou desconforto abdominal frequente e perda de peso sem causa aparente.

 

O principal exame para o diagnóstico é a videocolonoscopia, um exame endoscópico em que se avalia todo o intestino grosso do paciente. O exame é realizado em ambiente hospitalar sob preparo e sedação. Na rede pública de saúde do DF, atualmente, os equipamentos disponíveis para realização do exame estão nos hospitais regionais de Sobradinho, Ceilândia, Taguatinga, Gama, Asa Norte e no Hospital de Base (HB).

 

Após atendimento e encaminhamento clínico, os pacientes entram no sistema de regulação e são encaminhados a uma consulta pré-exame, em que é explicado o procedimento, como explica a Referência Técnica Distrital (RTD) de coloproctologia da assessoria de política de prevenção e controle do câncer, Nadja Nóbrega.

 

“A videocolonoscopia é um exame Regulado em Panorama 3, ou seja, há uma lista única e os pacientes são encaminhados após a regulação de cada pedido de exame enviado ao SISREG, seguindo critérios de prioridade estabelecidos no Protocolo de Exames Eletivos de Endoscopia Digestiva Baixa, para os hospitais regionais que dispõem do equipamento para a realização do exame. Esse fluxo de pacientes para a realização da videocolonoscopia está estabelecido no protocolo e encontra-se em funcionamento nas unidades e hospitais da rede”, explica a médica.

 

Na maior parte das vezes esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias.

 

Tratamento

 

O tratamento cirúrgico para o câncer colorretal é a principal modalidade para a cura da doença. Pacientes que ainda não estão em fase metastática têm chances de cura superior a 90% após serem submetidos a ressecção cirúrgica.

 

O procedimento pode ser realizado por meio de uma laparoscopia, que nos últimos anos é realizada com o auxílio de robôs. A depender da avaliação do médico especialista, também podem ser associadas ao tratamento do câncer colorretal outras modalidades terapêuticas, como a quimioterapia e a radioterapia.

 

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