Governo do Distrito Federal
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4/07/14 às 13h08 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Saúde trata feridas de alta complexidade com tecnologia importada

Aparelho tem capacidade de reduzir pela metade tempo e custo do tratamento

O Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) utiliza, há um ano, a Técnica de Pressão Negativa para tratar ferimentos. O método, que acelera o processo de fechamento de lesões, é indicado apenas para tratamentos de maior complexidade por ser mais eficaz que os convencionais, o que também aumenta o seu custo para a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF). Em 2013, mais de 300 pacientes foram tratados com este método e, até o fim do mês de fevereiro deste ano, 80 pessoas já utilizaram a tecnologia no hospital.

Trata-se de uma bomba que, ligada em uma tomada por uma bateria, isola a área da ferida e controla a quantidade de líquido da região. Isso, segundo especialistas, abre caminho para que haja maior fluxo sanguíneo no local, o que acelera o processo de cicatrização. Conforme a necessidade em cada paciente, uma pressão de 75 a 155 mmHg (milímetros de mercúrio) é programada no aparelho para fazer a sucção. Além disso, o aparelho é portátil e tem uma bateria com autonomia de dois a três horas de funcionamento, o que permite que o paciente possa fazer as atividades diárias enquanto recebe o tratamento curativo.

Segundo o coordenador do Serviço de Queimados da SES/DF, José Adorno, a grande maioria dos pacientes do ano passado já teve a alta hospitalar completa (clínica e ambulatorial) e os ferimentos totalmente fechados. “Se não fosse pela pressão negativa, eles ainda estariam se tratando com os métodos convencionais e, talvez, sem a menor perspectiva de resolução do problema. Virariam pacientes crônicos”, diz. Ele ainda completa que o aparelho pode reduzir pela metade os custos e o tempo do tratamento ambulatorial, além da maior desospitalização, o que libera mais leitos para novos atendimentos.

Feridas como a exposição de ossos, osteomielites, pé diabético, úlcera de pressão e queimaduras de 2º e 3º graus são consideradas como complexas. Adorno explica que esses casos são avaliados por uma equipe multidisciplinar, composta por enfermeiro, psicólogo, fisioterapeuta, clínico vascular e cirurgião plástico. “Nesses tipos de feridas temos quase certeza de que há a necessidade da pressão negativa. Porém, o paciente ainda deve ser submetido a exames com toda a equipe para constatar a necessidade de utilização da técnica”. Adorno ainda completa que “esta técnica é a maior evolução em tratamentos de feridas dos últimos 20 anos”.

Lucas Carvalho, da Agência Saúde DF