Governo do Distrito Federal
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1/02/18 às 19h59 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Saúde usa drone para inspeções de combate ao Aedes

Tecnologia será utilizada em terrenos fechados e inacessíveis

BRASÍLIA (1º/2/2018) – Um drone – veículo aéreo não tripulado – foi usado nesta quinta-feira (1º) pela Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) da Secretaria de Saúde, em parceria com outros órgãos do governo de Brasília, para detectar focos do mosquito Aedes aegypti no prédio do Hotel Torre Palace, na Asa Norte.

Essa foi a primeira ação da Vigilância Ambiental usando essa tecnologia no Distrito Federal, capaz de captar imagens a longa distância. No Torre Palace, foi visualizado pela câmera do drone a presença de poças d'água na laje do prédio, uma caixa d'água com entradas abertas e pneus velhos.

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“Por meio do drone detectamos possíveis focos do mosquito da dengue sem precisar entrar no prédio. O objetivo é utilizar as informações e elaborar um relatório sobre a situação do local, e providenciar as medidas com os demais órgãos do governo para resolver o problema”, explica o diretor de Vigilância Ambiental, Denilson Magalhães.

Residências do DF que estão fechadas, e que, por diversos motivos, não permitem a entrada de agentes de Vigilância Ambiental para o combate ao Aedes aegypti, também serão fiscalizadas com o uso do drone, que pertence ao Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. A previsão é que, após o Carnaval, moradias do Lago Sul já recebam este tipo de inspeção.

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Atualmente, o Lago Sul é a região administrativa que possui o maior número de casas fechadas. Para enfrentar este cenário, e reduzir, ainda mais, a presença do transmissor de arboviroses, a Secretaria de Saúde está preparando um cronograma de ações para inspeções com o drone.

“Vamos começar a inspecionar os imóveis abandonados e fechados para identificação de criadouros de Aedes e iremos notificar os proprietários desses imóveis. Se não resolverem o problema, eles serão autuados e poderão, inclusive, pagar multa, que varia de R$ 2 mil a R$ 1 milhão, dependendo da gravidade e do risco para a saúde das pessoas”, informa o diretor.

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De acordo com Denilson Magalhães, aproximadamente 30% das residências do DF não recebem visitas dos agentes da Secretaria de Saúde por estarem inacessíveis. Nestes casos, até então, a pasta solicitava à Justiça autorização para acessar o terreno, fazer a inspeção e o controle do vetor, se necessário – procedimento burocrático e que demandava maior tempo.

Agora, com o auxílio do drone, não há necessidade de ação judicial para entrar nas residências, o que permite maior agilidade ao poder público no combate ao mosquito. “Para se ter uma ideia, no ano passado fizemos 1,6 milhão de visitas, mas só conseguimos entrar em aproximadamente 1,3 milhão. Ou seja, em uns 300 mil imóveis não conseguimos entrar. Isso vai mudar com o drone”, comenta Denilson Magalhães.

Além da Vigilância Ambiental e do Corpo de Bombeiros, participaram da operação na Torre Palace a Polícia Militar, Defesa Civil e a Administração Regional do Plano Piloto.

Caso a população deseje denunciar possíveis focos de criadouros do mosquito Aedes aegypti – transmissor de dengue, febre amarela, zika e chikungunya -, deve entrar em contato com a Vigilância Ambiental pelo e-mail dirdival@saude.df.gov.br e o telefone (61) 3344-8527. Também podem acessar o hotsite Brasília contra o Aedes.

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