Governo do Distrito Federal
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20/10/20 às 11h55 - Atualizado em 20/10/20 às 15h01

Saúde visita mais de 900 mil imóveis no combate à dengue

Trabalho é realizado diariamente durante todo o ano com o apoio de 700 profissionais

 

JURANA LOPES

 

O trabalho de inspeção das equipes da Vigilância Ambiental não cessou durante a pandemia. De janeiro a setembro deste ano foram visitados 909.094 imóveis no Distrito Federal. Foi necessário tratar 48 mil depósitos nessas residências com uso de larvicida. A Secretaria de Saúde atua diariamente durante todo o ano com a participação de 700 profissionais nas ações de combate ao Aedes aegypti.

 

Secretaria de Saúde conta com 700 profissionais nas ações de combate ao Aedes aegypti – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

 

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, lembra que esse trabalho é essencial e precisa ser contínuo. Ao mesmo tempo, também necessita da participação da população no combate ao mosquito da dengue.

 

“Os principais criadouros do mosquito ainda são encontrados nas residências, principalmente nos quintais, como baldes sem tampa, vasilhas, pratos de plantas e caixas d’água destampadas, por isso, não se pode descuidar da atenção a pequenos reservatórios, como vasos de plantas, calhas entupidas, garrafas, lixo a céu aberto, bandejas de ar-condicionado, poço de elevador, entre outros”, reforça Okumoto.

 

O DF tem hoje 45.112 casos prováveis de dengue, um aumento de 22,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, o número de óbitos desse ano é menor que o de 2019. Em 2020 foram 44 óbitos e em 2019, 48. As regiões com maior número de casos são Ceilândia, Gama e Santa Maria.

 

Ações

 

Com o objetivo de reduzir a proliferação do Aedes aegypti e combater a dengue em todo o Distrito Federal, a Secretaria de Saúde realiza, ao longo de todo o ano, diversas medidas que contemplam vigilância constante, controle larvário, parte educacional, controle da população de mosquitos, assistência aos casos prováveis, encaminhamento de diagnósticos laboratoriais, tratamento do paciente e recuperação do imóvel contaminado.

 

“A Secretaria de Saúde trabalha de acordo com o que preconiza o Programa Nacional de Combate à Dengue, realizando vistorias diárias para levantamento e identificação do nível de infestação vetorial e, em cima deste nível, desenvolver diversas metodologias de combate à dengue”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero.

 

Ao longo de todo o ano, são realizadas visitas domiciliares, conhecidas tecnicamente como visita entomológica. Os índices estão bem variados e há casos isolados em algumas regiões. Como isso está ocorrendo, são realizadas diversas ações, desde o combate direto ao mosquito, com uso de UBV e tratamento focal, educação em saúde e acolhimento ao caso provável, que é aquele no hospital, denominado de ação de assistência.

 

“Também são feitos exames laboratoriais. Sendo confirmado o caso, voltamos na casa e fazemos uma borrifação espacial em um raio de 300 m². Em seguida, é feita investigação epidemiológica e em cima dessa investigação, tabulado os dados desta região e realizado o tratamento espacial”, afirma o subsecretário.

 

Segundo Valero, os agentes de Vigilância Ambiental também estão colocando armadilhas para diminuir a quantidade de mosquitos. Por meio delas, o mosquito adentra-se no local e sai contaminado, realizando a disseminação do larvicida, em que contamina outros depósitos e evita a superpopulação de mosquitos. O objetivo é manter sempre a população de mosquitos inferior a 1%, para não ter autoctonia de casos.

 

“O trabalho é diário, ocorre em todas as cidades do Distrito Federal e tem dois enfoques, que é o combate ao mosquito e assistência ao paciente”, assegura o subsecretário.

 

Sala Distrital

 

O DF conta com uma coordenação entre diversos órgãos do GDF para o combate ao Aedes. A Sala Distrital Permanente de Coordenação e Controle das Ações de Enfrentamento às Doenças Transmitidas pelo Aedes (SDCC) foi formada para estruturar as atividades integradas a curto e longo prazo.

 

Foi retomada nesta segunda-feira (19), de forma presencial, a reunião semanal desse grupo, que estava ocorrendo on-line devido à pandemia da Covid-19. Os representantes dos 15 órgãos que compõem a SDCC avaliaram o cenário da dengue no DF e discutiram quais são as contribuições de cada setor no combate ao Aedes, como inspeções domiciliares e mapeamento com uso de drones pelo Corpo de Bombeiros, recolhimento de sucatas com o DER, retirada de lixo e entulho pelo SLU e apoio operacional das Administrações Regionais.

 

“O trabalho de vigilância é preventivo para evitar que o mosquito sobreviva. Por isso, o trabalho desenvolvido por todos esses colegas é de suma importância. Precisamos desse apoio dos órgãos do GDF para atuar conjuntamente nos pontos mais críticos do DF”, conclui Valero.