Governo do Distrito Federal
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29/11/13 às 16h50 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Saúde zera fila de ressonância magnética e mamografias

Demanda reprimida por tomografias deve acabar em dezembro


A fila de espera por exames de ressonância magnética e mamografias está zerada na rede pública de saúde e até o final de dezembro não haverá demanda reprimida por tomografias. Entre janeiro e setembro foram realizados 110 mil exames. Esse resultado é fruto dos investimentos promovidos pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

A demanda reprimida por ressonância magnética foi zerada em julho e a Secretaria de Saúde passou a atender apenas pedidos novos inseridos no Sistema de Regulação. Em novembro do ano passado a fila era de 12.400 pacientes aguardavam exames.

A fila por mamografias está zerada desde maio. Entre outubro e novembro, 549 pedidos entraram na Regulação e os pacientes já estão realizando os exames. No fim do ano passado, havia quase duas mil demandas por mamografia na rede pública.

Até o final de dezembro, o Núcleo de Diagnose por Imagem da SES, espera zerar também a fila de espera por tomografias na rede. Em novembro do ano passado, havia 3.059 pacientes a espera de tomografia. Atualmente, cerca de 1.000 pacientes estão aguardando pelo procedimento.

Para o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, esse era um grande gargalo herdado de outras gestões, que precisava ser revolvido. “A SES está investindo na compra de novos equipamentos e contratação de serviços para evitar a formação de filas”, informa.

No período de janeiro a setembro de 2013 foram realizadas cerca de 110 mil exames de imagem na rede pública. Foram 27.278 mamografias, 69.350 tomografias e 14.155 ressonâncias magnéticas. O número de ressonâncias inclui 4.155 exames realizados pelas unidades da SES e 10 mil por clínicas contratadas.

De acordo com o chefe do Núcleo Diagnose por Imagem da SES, Carlos Diego da Cunha Paes, a rede pública tem atualmente um equipamento de ressonância magnética, 11 tomógrafos e 11 mamógrafos.

Além de zerar as filas, a SES conseguiu reduzir o tempo de espera para realização dos exames. Agora, o prazo máximo para que os exames de mamografia e tomografia sejam feitos é de 48 horas, após a inserção do pedido na regulação. Para fazer a ressonância o prazo é de cerca de 30 dias nos pedidos eletivos e no máximo sete dias para casos mais urgentes.

A grande redução na demanda por ressonâncias ocorreu após o credenciamento de cinco clínicas privadas pela SES/DF, a partir de novembro de 2012. Além disso, a população conta com um equipamento no Hospital de Base e outros dois no Hospital Universitário e no Instituto de Cardiologia, conveniados à Secretaria de Saúde.

Três novos aparelhos de ressonância magnética estão em processo de compra pela SES. As novas máquinas serão instaladas nos hospitais regionais de Santa Maria e Sobradinho e no Hospital de Base. O HBDF também recebeu um tomógrafo de última geração que entrou em funcionamento em outubro. O aparelho antigo do hospital será instalado no Hospital de Planaltina, após obras de adaptação no local.

Digitalização
O próximo passo para melhorar o serviço de imagem da rede de saúde do DF é a implantação da digitalização dos exames. Segundo Carlos Diego Paes o processo de digitalização já está em andamento e deve ser concluído até o mês de junho do ano que vem. “A medida, além de proporcionar maior agilidade e qualidade ao serviço, vai trazer economia para a SES”, salienta.

Os exames de diagnose por imagem, como ressonância magnética, tomografia computadorizada e mamografia podem ser marcados em qualquer unidade de saúde próxima a residência do paciente com o pedido médico.

Ao ser inserida no sistema de regulação, a solicitação é analisada, passa por uma triagem rigorosa, que leva em conta a gravidade da doença, e segue rigidamente a classificação de risco antes de ser marcada.

A ressonância é um exame de imagem que é utilizado no diagnóstico de diversas doenças – desde um rompimento de ligamento até a detecção de um câncer. Os procedimentos são regulados pela rede pública e obedecem a uma fila de espera, com prioridades definidas pela classificação de risco. O número de demanda do exame muda todos os dias, por se tratar de um procedimento muito solicitado pelos médicos.

Por Celi Gomes, da Agência Saúde DF
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