Governo do Distrito Federal
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2/09/15 às 19h04 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Secretaria de Saúde alerta para prevenção ao suicídio

Tema ainda é tabu

BRASÍLIA (2/9/15) – Um alerta de prevenção ao suicídio foi feito pela Secretaria de Saúde a mais de 300 pessoas que participaram, entre terça-feira (1º) e esta quarta-feira (2), da IV Jornada de Prevenção ao Suicídio, na Universidade Corporativa dos Correios. Considerado um problema de saúde pública grave, o ato chegou a ser realizado por 125 pessoas no Distrito Federal apenas em 2013.

“Precisamos chamar atenção de toda a população para tratar esse tema, alertar as pessoas. Essa é uma causa que acomete boa parte da população, inclusive economicamente ativa, e que causa um impacto na saúde muito grande”, destacou o diretor de Saúde Mental, Ricardo Lins.

Ricardo Lins afirma ainda que a doença mental, que pode ser gerada por uma depressão ou pelo uso abusivo de álcool e drogas, é um dos fatores de risco para o cometimento do ato. “O suicídio é provocado por vários fatores. Às vezes, depende até da situação econômica que o país vive, como aconteceu com a Espanha quando as pessoas tiveram que começar a devolver seu imóveis”, disse.

O diretor também falou sobre a ampla divulgação de fotos e imagens dos atos de suicídio nas redes sociais, como Facebook e WhatsApp, que deve ser evitada, pois incita a mente de pessoas que já estão pensando em praticá-lo. “Quem recebe a mensagem lá na ponta pode ser atingido pela imagem e, inclusive, ser encorajado a fazer a prática. Por isso, as pessoas precisam pensar antes de fazer isso”, observou.

Lins destacou que o Brasil aderiu à meta de redução em 10% dos casos da Organização Mundial da Saúde (OMS) que estima que, a cada 40 segundos, uma pessoa cometa suicídio no mundo e, para cada um desses, existem outras 20 tentativas. “Com isso, o Distrito Federal está em vias de implantação do Plano Distrital de Prevenção do Suicídio, que foi lançado em 2014”, disse o diretor.

“Acho importante discutir o tema, porque envolve muitos tabus. As pessoas demostram ter preconceito para cuidar da saúde mental”, destacou a servidora da Secretaria de Saúde, que participou do evento, Rita Almeida.

CASOS – De acordo com o Plano de Prevenção ao Suicídio do DF, o ato ocorre com maior frequência em pessoas entre 20 e 49 anos, com mais de quatro anos de estudo e mais de 90% apresentavam algum transtorno mental, como depressão. Os homens praticam o suicídio três vezes mais que as mulheres. A lesão autoprovocada liderou o ranking das causas das mortes, com 111 casos, seguidos por 14 mortes por intoxicação e sete por pesticida.

SINTOMAS – O suicídio pode ser desencadeado por sentimentos de angústia, irritação, ansiedade e raiva que podem ser gerados repentinamente ou ao longo do tempo, em função de um acontecimento ou de vários fatores em conjunto. Com isso, pode ser gerada a depressão ou sintomas por todo o corpo, como má digestão, dor de cabeça e dor no peito.

Os sintomas podem ser tratados mais facilmente no início. Quem deseja buscar tratamento, pode procurar um dos 17 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) espalhados pelo DF. Em casos de transtornos, as emergências dos hospitais também podem receber os casos, em especial, o Hospital São Vicente de Paulo.

COMO VAI VOCÊ – O evento, promovido em celebração ao Dia Mundial de Combate ao Suicídio, em 10 de setembro, contou com a participação de representantes do programa de apoio emocional e prevenção ao suicídio, conhecido como Centro de Valorização da Vida (CVV). A iniciativa funciona pelo número 141, que recebe as chamadas ao custo de uma ligação normal e conta com voluntário para dialogar com qualquer pessoa que necessite, durante 24 horas.

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