Governo do Distrito Federal
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2/04/19 às 9h27 - Atualizado em 4/04/19 às 9h32

Secretaria de Saúde oferece programas para acolher o autista

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ONU instituiu o dia 2 de abril para falar da doença

 

 

Dificuldades de interação social e de comunicação se configuram nas principais características de quem tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), doença que atinge uma a cada 160 crianças no mundo. Porém, somente uma avaliação profissional é capaz de dar o diagnóstico preciso. Os sintomas, geralmente, se manifestam antes dos 36 meses de vida.

 

Os problemas relacionados ao TEA são lembrados nesta terça-feira, 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, pretende conscientizar a população sobre a doença. Em razão deste dia, foi atribuída ao mês de abril a cor azul para lembrar do transtorno.

 

Na rede pública de saúde do DF, há duas portas de entrada para o acolhimento de demanda espontânea desses usuários: a Atenção Primária, por meio da Unidade Básica de Saúde (UBS); e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

 

ESPECIALIDADES – “Os atendimentos das pessoas portadoras de TEA ocorrem conforme a necessidade de cada criança. A equipe interdisciplinar é formada por diversos profissionais da área de saúde, como médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, e terapeutas ocupacionais, entre outros”, enumera o psiquiatra e médico de família, João Alberto Neves Filho.

 

O acompanhamento dos pacientes é feito nos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPS i), Centro de Orientação Médico Psicopedagógica (Compp), Centro Especializado em Reabilitação (CER II Ceal), Adolescentro e Hospital da Criança de Brasília José de Alencar. “Os Caps II realizam atendimento para adultos e os Caps I atendem a todas as faixas etárias”, orienta João Alberto.

 

DIAGNÓSTICO – Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. O diagnóstico é clínico.

 

Não existe um tratamento padrão a ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos.

 

Alline Martins, da Agência Saúde

Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF