Governo do Distrito Federal
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19/11/14 às 11h49 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Saúde orienta como atuar em casos de Ebola

O I Seminário sobre o vírus reuniu profissionais tanto da rede pública quanto da privada para conhecer mais a doença

BRASÍLIA (19/11/14) – Os profissionais da saúde do DF contaram, nesta quarta-feira (19) com uma oportunidade para conhecer os procedimentos que devem ser adotados frente a um possível caso de doença pelo ebola. O tema foi discutido durante o I Seminário sobre o vírus. O evento foi dirigido aos profissionais tanto da rede pública, quanto da particular.

A secretária de Saúde, Marília Coelho Cunha, destacou a relevância do evento como possibilidade de difundir conhecimento e de capacitar os profissionais que possam ter contato direto e vir a atender uma pessoa com suspeita do vírus, que ainda não teve registro de caso no Brasil. “É o profissional que está lá na ponta que vai receber o paciente que chegou de um lugar afetado e está com um quadro clínico que vai exigir uma atitude adequada”.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização Pan-americana de Saúde (Opas), representada pelo médico Henrique Vázquez, o Ebola surgiu em 1976 e ao longo das décadas se caracterizou por pequenos surtos em zonas remotas da África.

Essa situação, no entanto, mudou em dezembro do ano passado, quando o vírus se instalou nas periferias de grandes cidades da Guiné, Serra Leoa e Libéria, com situação sociopolítica favorável à proliferação da doença. Hoje, quase um ano depois desse novo surto, o vírus já contabiliza mais de 14 mil casos, com cinco mil óbitos.

“Nosso objetivo é que diante de um possível caso em qualquer país das Américas, mesmo que a probabilidade seja baixa, não se produza transmissão interna e se corte a cadeia de transmissão imediatamente”, destacou Vázquez.

A diretora substituta do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Wanessa Tenório, ressaltou a importância do evento para a pasta federal, a OPAS e a OMS. “Quanto mais profissionais a gente tiver treinados e cientes do que fazer num caso de Ebola, melhor para o país e melhor para o mundo, para se evitar que essa doença se propague e deixe de ser uma emergência em saúde pública, de importância internacional, como é hoje”.

DVE
A Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é transmitida através do contato com secreções corporais (saliva, lágrima, suor, urina, sangue, fezes, esperma, catarro, etc) de um indivíduo doente (que possua febre/outros sintomas). O Ebola ataca, principalmente, fígado e rins, causando sangramento agudo e, muitas vezes, a morte.

O contágio inicial se dá através de sangue e secreções de animais (morcegos, macacos, etc) em território africano. No Brasil, o Ebola não existe na natureza. Dessa forma, para que se suspeite que um paciente tenha a doença em território nacional, ele deve ter estado em região onde atualmente esteja acontecendo transmissão do vírus Ebola ou ter tido contado com algum paciente com DVE há menos de 21 dias. Apesar de não ter tratamento específico, o paciente é isolado e tratado em terapia intensiva. Desde que a doença seja identificada cedo e o paciente seja devidamente internado e tratado, a DVE possui chance de cura.

Toda pessoa que esteve em área de transmissão atual ou teve contato com um doente com Ebola há menos de 21 dias e apresenta febre é suspeito. Neste caso, o paciente deve procurar uma unidade de saúde ou ligar para o Centro de Informações Estratégicas em Saúde – CIEVS, da Secretaria de Saúde do DF pelo telefone 08006457089, o mais rápido possível, em qualquer dia ou horário, para receber orientações sobre como proceder.