Governo do Distrito Federal
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6/02/19 às 14h51 - Atualizado em 6/02/19 às 15h11

Sem saber que estava grávida, jovem dá à luz no HRG

 

Profissionais do Hospital Regional do Gama auxiliaram, na manhã desta quarta-feira (6), na realização de um parto natural inusitado. Por volta das 10h30, uma jovem de 17 anos chegou à unidade para fazer um teste de gravidez e, durante o procedimento, no laboratório, entrou em período expulsivo e deu à luz a um bebê.

 

Um obstetra, um pediatra, uma enfermeira e dois residentes fizeram prontamente o atendimento. A mãe da criança desconhecia, até aquele momento, que estava gestante. Portanto, não foi realizado o pré-natal.

 

A criança, prematura extrema – com idade gestacional aproximada de 29 semanas –, nasceu com 1.050 kg. De imediato, foi prestada toda a assistência necessária e o menino foi encaminhado à Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal. A mãe, por sua vez, foi conduzida ao centro obstétrico. Ambos estão sob a supervisão de especialistas da unidade de saúde. O quadro clínico do bebê é delicado.

 

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA – A Secretaria de Saúde do Distrito Federal promove, desde o dia 1º de fevereiro, a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. O período, instituído nacionalmente pelo Projeto de Lei nº 512/2011, é destinado à disseminação de informações sobre medidas preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência.

 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a taxa de gestação nesta fase da vida, no Brasil, está na casa dos 68,4%. O número, de 2018, acende um alerta, ainda mais se comparado ao índice mundial, que é bem inferior: 46 nascimentos para cada 1 mil meninas com idade entre 15 e 19 anos.

 

Diante desta realidade, a rede pública de saúde está preparada para dar o suporte necessário às gestantes adolescentes. Para realizar o pré-natal, basta que a jovem procure a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da residência. Lá, são solicitados exames de sangue, urina, ultrassonografia transvaginal, sorologias de hepatite, HIV, sífilis e outras doenças.

 

Todo o atendimento é sigiloso e, para casos específicos, existe a oferta de atendimento psicológico tanto para a gestante, quanto para a família e o pai da criança, no Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (Nasf-AB), na UBS.

 

Da Agência Saúde