Governo do Distrito Federal
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1/04/15 às 17h20 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Solenidade na CLDF comemora o Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Secretário defende melhoria da atenção à saúde mental

BRASÍLIA (1/4/15) – O secretário de Saúde, João Batista, participou nesta quarta-feira (01) de uma sessão solene em celebração ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, na Câmara Legislativa. Durante a evento, o chefe da pasta defendeu a melhoria dos serviços de saúde mental e determinou que seja feita uma avaliação dos atendimentos prestados aos pacientes que possuem o transtorno.

“Faço o compromisso de solicitar ao Instituto de Saúde Mental da Secretaria de Saúde verificar e estabelecer o que é necessário para a rede de atenção psicossocial, que não está consolidada, porque temos muito o que avançar”, garantiu o secretário. Segundo ele, outro passo importante será selar parcerias com outros órgãos do governo para ações como maior mobilidade e acesso à educação nas escolas públicas.

De acordo com o secretário, existem cerca de 2 milhões de pessoas com autismo no Brasil, sendo deste total 13 mil residentes no Distrito Federal. Na capital federal, a SES oferece atendimento no Núcleo de Atendimento do Terapêutico (NAT) do Hospital Materno Infantil; no Instituto de Saúde Mental, no Hospital da Crianças e outras unidades.

Também presente na solenidade o representante da Comissão de Defesa do Direito da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do DF, Yure de Melo, enfatizou que os pacientes precisam de dignidade no tratamento e convívio social. “E o Brasil está passando por um momento de grande transformação dos direitos da pessoa com deficiência. O interesse pelo assunto e os avanços são nítidos”, disse.

“Muitos pais se negam por muito tempo a aceitar as condições desses filhos e isso atrapalha, porque as crianças precisam do apoio diferenciado para se desenvolver”, destacou a presidente do grupo do Gama Tudo Azul, Leide Araújo. “Embora, alguns pais tenham essa dificuldade, queremos que nossos filhos sejam respeitados e tenham acesso ao tratamento”, finalizou.