Governo do Distrito Federal
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8/11/13 às 12h52 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Telemedicina em Cardiologia avança no DF

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De fevereiro a outubro deste ano, foram emitidos 48.076 laudos

 

Inaugurada oficialmente na rede pública de saúde do Distrito Federal em março de 2013, a Telemedicina possibilita o diagnóstico imediato, visa reduzir a fila de espera e a mortalidade por doenças cardiovasculares. Um dos serviços que a compõem é o Tele Eletrocardiograma (tele ECG), realizado em 171 pontos como centros de saúde, hospitais públicos e unidades prisionais. De fevereiro a outubro desse ano, foram emitidos 48.076 laudos.

 

A Telemedicina é um avanço na saúde pública do DF, pois proporciona agilidade na realização de exames, emitindo laudos online como os de tele ECG e, em até 48 horas, para os exames complementares como o Tele Mapa e o Tele Holter”, afirma a coordenadora de Cardiologia da SES/DF, Edna Maria Marques. Segundo ela, o tempo é um grande aliado, principalmente, para o infarto. “Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais rápido será o início do tratamento”, diz.

 

Por meio da fixação de eletrodos no tórax do paciente, o Tele ECG possibilita que os sinais elétricos do coração sejam analisados prontamente por especialistas do Hospital do Coração de São Paulo, via telecomunicação. Os resultados são enviados por telefone ou internet para a equipe de São Paulo e, em poucos minutos, o laudo é emitido. “Quando há o diagnóstico de infarto, encaminhamos o paciente para realizar o cateterismo e a angioplastia em uma unidade especializada como o Hospital de Base (HBDF) ou o Instituto de Cardiologia do DF (ICDF)”, comenta a coordenadora.

 

Outros dois serviços da telemedicina como o Tele Holter, o Tele Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial (Mapa) foram instalados em 10 hospitais regionais e no Hospital de Base. O primeiro auxilia no controle da hipertensão arterial e possibilita o monitoramento da atividade elétrica cardíaca do paciente em suas atividades diárias, durante 24 horas, por meio de eletrodos (fios) fixados no peito. O segundo diagnostica casos de arritmia cardíaca e é um método que possibilita a análise do comportamento da pressão arterial fora do consultório médico, durante 24 horas.

 

Está em fase de implantação no DF o Segunda Opinião, o serviço possibilita um contato com cardiologista de plantão, em outro local, para responder dúvidas pela internet. A iniciativa proporciona maior segurança para o profissional realizar o tratamento de casos mais complexos.

 

Por Patrícia Kavamoto, da Agência Saúde

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