Governo do Distrito Federal
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11/12/18 às 17h21 - Atualizado em 17/12/18 às 10h24

Telessaúde tem início na rede pública do DF

 

Começaram a funcionar, no início de dezembro, em todas as regiões de saúde do Distrito Federal, as ações do Núcleo de Telessaúde. A primeira etapa trabalhará com as especialidades de endocrinologia e cardiologia.

 

Nesse primeiro momento, a iniciativa oferece suporte de análise dos encaminhamentos médicos que já estão no Complexo Regulador, realizados por profissionais da atenção primária. O objetivo é identificar quais foram os motivos do encaminhamento e se os dados para a realização deles estão completos e adequados para uma efetiva regulação.

 

“O processo está na sua primeira fase, que contempla a análise dos encaminhamentos que já estão no Complexo Regulador. Será feita a avaliação de cada encaminhamento, para saber se eles têm todas as informações que os médicos reguladores precisam para tomarem a decisão da necessidade, ou não, de encaminhamento adequado para o especialista”, explica o diretor do Complexo Regulador, Sandro Rodrigues.

 

A próxima fase será com suporte nas especialidades de pneumologia e neurologia, a partir do primeiro semestre de 2019. “O projeto tem potencial de qualificar filas em até 14 especialidades médicas. Assim que essa primeira etapa for concluída, terá início o mesmo suporte para as especialidades de pneumologia e neurologia, previstas para janeiro de 2019”, ressalta o diretor.

 

MAIS AVANÇOS – Nas próximas etapas da implantação do Telessaúde, os médicos da atenção primária poderão se comunicar, por intermédio de diversas tecnologias, com especialistas do Hospital Sírio-Libanês, que poderão auxiliar no diagnóstico ou encaminhamento correto. Dessa forma, é possível evitar direcionamentos desnecessários de pacientes para o nível secundário de atenção.

 

Os profissionais terão suporte por teleconsultoria – encaminhamento de dúvidas e discussão, simultânea, na Central de Médicos –, tele-educação – capacitação dos profissionais que compõem as equipes de saúde da família –, e telediagnóstico – captação e encaminhamento de exames para discussão e laudo em conjunto com a Central de Médicos.

 

PROADI – O Núcleo de Telessaúde funciona por intermédio do Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), que engloba o projeto federal chamado Regula Mais Brasil. Ele foi inspirado na experiência exitosa do Ministério da Saúde com o Núcleo de Telessaúde no Rio Grande do Sul, que a partir de 2013 obteve resultados positivos com o uso da tecnologia e inovação nessa área.

 

O Regula Mais Brasil, do Proadi-SUS, contempla quatro capitais (Belo Horizonte, Maceió, Manaus, Porto Alegre) e o DF. O prazo do termo de colaboração do Telessáude, que é uma parceria do Hospital Sírio-Libanês com o Ministério da Saúde, vai até dezembro de 2020.

 

PILOTO – Um projeto piloto do Telessaúde, nas áreas de endocrinologia e cardiologia, teve início no DF em outubro deste ano na Região de Saúde Sudoeste, que contempla Taguatinga, Vicente Pires, Recanto das Emas e Samambaia.

 

De outubro até novembro, foram realizadas 4.885 regulações para cardiologia, e 944 para endocrinologia. Desse total, cerca de 80% deles foram devolvidos para as equipes de atenção primária, que fizeram a qualificação das informações que estavam nesses encaminhamentos. Com isso, saíram da fila de especialidades e reduziram a demanda.

 

“Foi um número extremamente positivo, em consonância com o resultado que tiveram na experiência do Rio Grande do Sul, que também teve 80% de devolvidos. O principal impacto é na redução da fila, que tem muitos encaminhamentos que podem ser tratados na atenção primária”, comenta o coordenador de Telessaúde do DF, Rodrigo Wilson de Souza.

 

É importante ressaltar que o processo de regulação necessita das melhores informações disponíveis, que são repassadas pela equipe de atenção primária para que os médicos do Complexo Regulador realizem a regulação da forma mais efetiva possível.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Arte: Rafael Ottoni