Governo do Distrito Federal
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6/12/19 às 14h13 - Atualizado em 6/12/19 às 14h14

UBS 3 de Taguatinga prepara professores de escola pública em escuta qualificada

Objetivo é dar primeiro suporte a adolescentes em sofrimento psíquico

 

Quem está em situação de sofrimento, com pensamentos negativos sobre a vida, necessita ser escutado. Por passar muitas horas do dia na escola, as mudanças de comportamento de crianças e adolescentes podem ser percebidas pelos professores. Para que os profissionais da educação se qualifiquem para realizar a escuta desses alunos, a equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) da Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 de Taguatinga vem realizando encontros com orientações sobre como realizar a escuta qualificada e trabalhar os temas de valorização da vida com os estudantes do Centro Educacional (CED) 6.

 

“Recebemos semanalmente demandas de professores e coordenadores do CED 6 sobre casos de alunos em sofrimento psíquico, apresentando risco de auto violência, desde automutilação até comportamento suicida, com ideias de autoextermínio, planejamento e tentativa para o suicídio”, relata a terapeuta ocupacional, Nadja Villela.

 

No segundo semestre de 2019, os servidores da Secretaria de Saúde iniciaram um trabalho mais direcionado junto à comunidade escolar. A ação é voltada aos adolescentes e familiares, que recebem atendimentos individuais e visitas domiciliares.

 

Devido à demanda recorrente, a equipe do Nasf organizou um treinamento para os professores e educadores sociais da escola para auxiliar no primeiro momento. “A escuta qualificada é um procedimento simples e generoso, que pode e deve ser praticado por todos nós para contribuir com uma vida que esteja em sofrimento psíquico”, descreve a profissional de saúde.

 

PREVENÇÃO – Com intuito de prevenir o suicídio e promover a valorização da vida, há um planejamento para dar continuidade à formação dos professores no próximo ano.

 

“Para 2020, planejamos fazer encontros com professores e educadores sociais no mínimo uma vez ao mês, para que eles se desenvolvam e sejam atuantes na valorização da vida, pois este tema é de responsabilidade de todos nós. Em hipótese alguma apenas a Secretária de Saúde deve se envolver em ações como essa”, avalia Villela.

 

A terapeuta faz uma reflexão sobre o processo de escuta: “As pessoas sofrem e só precisam de alguém para escutá-las sem julgar e esse é o principal objetivo da palestra Compartilhar para salvar uma vida do suicídio – basta escutar sem julgar! Dar amor em forma de atenção!”, finaliza a servidora.

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/Saúde-DF