Governo do Distrito Federal
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31/03/17 às 17h36 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Urticária pode ser causa de emergência hospitalar

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Tema da Semana Mundial de Alergia de 2017, doença provoca até a morte 

BRASÍLIA (28/3/17) – “Desde jovem eu ficava empolado, mas apenas há seis anos descobri que tenho urticária. Só comecei a entender a gravidade quando tive que procurar a emergência porque causou o edema de glote. Não conseguia respirar e perdi a voz”. O depoimento é de Alexandre Pires da Silva, 46 anos, que possui urticária crônica e começou a ser acompanhado pelo Centro de Referência de Alergia e Imunologia do Hospital de Base.

A doença é tema da Semana Mundial de Alergia de 2017, celebrada de 2 a 8 de abril, e causa um grande impacto na vida de Alexandre, que chega a ter três ocorrências em uma semana. “Já aconteceu várias vezes de estar viajando com a família, e, em razão de uma crise, ser obrigado a parar no meio do caminho para ir ao hospital ou ter que ficar no quarto do hotel por causa da sonolência gerada pelo remédio”, relatou.

Entre os sinais e sintomas da urticária, destacam-se lesões avermelhadas, quentes e que geralmente coçam. O surgimento das manchas é rápido e permanece por pouco tempo. Em 40% dos casos, o paciente pode ter também angioedema (inchaço).

“A urticária se apresenta de duas formas: a aguda, que persiste por menos de seis semanas, e a crônica, que dura mais de seis semanas de evolução. Estima-se que 20% da população mundial terão pelo menos um episódio de urticária”, alertou a coordenadora de Alergia e Imunologia da Secretaria de Saúde, Marta Guidacci, que acompanha o tratamento de Alexandre. No caso dele, os locais mais atingidos são a nuca, o couro cabeludo, as mãos e os pés.

ALERGIA – É uma resposta exagerada do sistema imunológico a certas substâncias (alérgenos). Os portadores de alergias são chamados de atópicos ou alérgicos. O desenvolvimento dessa enfermidade depende da predisposição genética e do ambiente em que o paciente vive.

Segundo a Organização Mundial de Alergia, cerca de 40% da população mundial têm algum tipo da doença. Com base neste percentual, pode-se projetar que o Distrito Federal possua um milhão de pessoas alérgicas.

ATENDIMENTO – No Distrito Federal, os hospitais de Base e Regional da Asa Norte são especializados no tratamento de urticária e angioedema. Outros centros de referência em alergia são os hospitais da Criança, Materno Infantil, de Sobradinho, de Ceilândia e o Universitário de Brasília. Também há atendimento nas policlínicas de Taguatinga e do Gama, no Centro de Saúde 1 do Paranoá e na Unidade Básica de Saúde 11 de Vicente Pires.

Confira as recomendações para pacientes alérgicos:

1

Evitar ter em casa tapetes, carpetes, cortinas, almofadas, bichos de pelúcia e móveis estofados

2

Revestir colchões e travesseiros com material sintético impermeável

3

Dar preferência às colchas de algodão e de piquet ou ededrom. Não usar cobertores de lã ou chenile

4

As paredes de casa deverão ter pintura lavável

5

Limpar a casa diariamente, principalmente os quartos, com pano úmido e aspirador de pó. Descartar o uso de vassouras, panos secos e espanadores

6

Não usar umidificadores e vaporizadores, aparelhos que estimulam o crescimento de ácaros e fungos

7

Evitar animais de penas e de pelos dentro de casa

8

Não utilizar inseticidas, espirais contra insetos, desodorantes ambientais e outras substâncias com aroma ativo

9

Não fumar dentro de casa nem na presença do paciente

10

Estimular atividades ao ar livre e praticar esportes

 

Saiba mais sobre a Semana Mundial de Alergia 2017.