Governo do Distrito Federal
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15/04/21 às 11h41 - Atualizado em 15/04/21 às 14h30

Vacina Oxford/AstraZeneca garante proteção contra a Covid-19

Infectologista da Secretaria de Saúde orienta a população a buscar os postos sem ter receio quanto à segurança do imunizante

 

JOHNNY BRAGA, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

A vacina é a principal arma de proteção contra a Covid-19, e o Distrito Federal, atualmente, está imunizando a população que tem 66 anos ou mais, além de outros integrantes do grupo prioritário. Várias dúvidas sobre as vacinas utilizadas no Brasil podem surgir durante o processo de vacinação e, de acordo com estudos técnicos, a vacina Oxford/AstraZeneca que está disponível nas salas de vacina e drive-thrus é eficaz e segura para proteger a população contra o novo coronavírus.

 

Vacina Oxford/AstraZeneca é segura e eficaz contra a Covid-19 – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

“A associação da vacina com formação de coágulos foi reportada com evento adverso pela associação médica europeia. Entretanto, sabemos que o risco de desenvolvimento de fenômenos tromboembólicos associados à Covid-19 é em torno de 16%, enquanto de desenvolver algum coágulo é de bem menos do que 0,05%”, explica a Referência técnica distrital de Infectologia da Secretaria de Saúde e coordenadora da Câmara Técnica Covid-19, Lívia Vanessa Ribeiro.

 

De acordo com a RTD, o momento é de alerta, pois estamos em uma fase delicada em relação à Covid-19, com alta taxa de transmissão e internações hospitalares em decorrência da Covid-19. Além da vacina como principal estratégia de controle da pandemia, outras medidas não farmacológicas como distanciamento social devem ser adotadas.

 

Ou seja, a população-alvo pode procurar as salas de vacina para receber a primeira dose sem receios quanto à segurança do imunizante. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que produz a vacina no Brasil, explicou por meio de nota sobre a divulgação de análises sobre possível relação entre eventos extremamente raros de coágulos sanguíneos associados à baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia) e à aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca.

 

Eventos adversos

 

Segundo a Fiocruz, “os casos bastante raros observados, com possível relação com a vacina, continuarão sendo investigados. Recomenda-se fortemente a continuidade da vacinação, pois os benefícios superam em muito os riscos. A vacina oferece alto nível de proteção contra todos os graus de severidade da Covid-19”, destacou a fundação.

 

Mais de 200 milhões de pessoas, no mundo, receberam a vacina Oxford/AstraZeneca – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

No final do mês de fevereiro, um estudo realizado na Escócia constatou que uma única dose da vacina da AstraZeneca apresentou efetividade de 94% para hospitalização entre 28 e 34 dias após a vacinação. Os resultados também demonstraram altos índices de efetividade em idosos acima de 80 anos.

 

No mundo, mais de 200 milhões de pessoas já receberam a vacina Oxford/AtraZeneca, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em comunicado, a OMS reforçou a necessidade de mais estudos para compreender totalmente a potencial relação entre a vacinação e possíveis fatores de risco. Além disso, o órgão destacou que os eventos adversos raros após imunização em massa são comuns de serem identificados e nem sempre estão ligados à vacinação, entretanto, devem ser investigados.

 

O Ministério da Saúde divulgou em seu site oficial que “monitora constantemente a segurança e a efetividade de todas as vacinas incorporadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com as vacinas Covid-19, não é diferente. Até o momento, não foi identificada uma relação de causalidade entre o imunizante da AstraZeneca/Oxford com eventos raros de trombose (formação de coágulos sanguíneos) associados à plaquetopenia, em pessoas que receberam as doses do imunizante”.

 

A pasta reiterou a importância da vacinação, considerando que os benefícios da vacina contra a Covid-19 do laboratório AstraZeneca superam os potenciais riscos. O Ministério da Saúde elaborou Nota Informativa com orientações sobre eventos atípicos pós-vacinação. Em caso de sintomas pós-vacinação, o ideal é buscar atendimento médico imediato na unidade de saúde mais próxima.

 

Por fim, o MS informou que “a efetividade e a segurança das vacinas também são monitoradas permanentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão regulador brasileiro mantém a recomendação de continuidade da imunização com a vacina, que já recebeu registro definitivo no Brasil. Tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) já emitiram parecer favorável em relação ao imunizante”.

 

Presente de aniversário

 

Um dos mais de 200 milhões vacinados com essa vacina foi Paulo Miranda, de 66 anos completados nesta quarta-feira (14). Ele compareceu à Unidade Básica de Saúde 2 da Asa Norte e considera a vacinação como “um momento importante”. “Ontem eu tinha 65 anos e hoje eu cheguei até a vacina respeitando os critérios de vacinação. Desejo que muito em breve todas as pessoas tenham acesso às doses”, relata.

 

Paulo Miranda recebeu a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca na UBS 2 da Asa Norte – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Para ele, as fotos registradas no momento da vacinação pela equipe da Agência Saúde-DF ficarão na história de sua vida. “Quero viver muito ainda. De preferência com boa qualidade de vida, principalmente quanto ao quesito saúde. Muito obrigado”.

 

A RTD de infectologia da Secretaria de Saúde, Lívia Vanessa Ribeiro, reforça a segurança da vacinação com a vacina de Oxford e orienta à população que continue procurando as salas de vacina. “A menos que a pessoa tenha antecedente de trombose venosa central ou história familiar, podem definir com médicos assistentes a melhor estratégia de imunização. Mas para a população em geral os benefícios superam muito os riscos”, observa.

 

Acompanhamento dos eventos adversos

 

A Fiocruz informou que está reforçando a farmacovigilância para acompanhamento de eventos adversos e para gerenciar potenciais riscos e para geração de dados e informações sobre a segurança da vacina.

 

Neste momento, estão em curso novos estudos sobre a efetividade da vacina. Recentemente, estudo realizado com a colaboração de pesquisadores da Fiocruz Amazônia e do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) demonstrou a eficácia da vacina da Astrazeneca em neutralizar a variante P.1 do novo coronavírus. A variante brasileira, que foi identificada em janeiro, em Manaus, reage de forma idêntica à variante britânica ao imunizante.

 

GALERIA DE FOTOS:

 

Vacina Oxford/AstraZeneca é segura para proteção contra a Covid-19 (14.04.2021)

 

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