Governo do Distrito Federal
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1/02/19 às 15h29 - Atualizado em 1/02/19 às 15h31

Valorização do servidor é prioridade da gestão

 

Com uma força de trabalho de aproximadamente 35 mil servidores, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal iniciou uma série de ações estratégicas para otimizar os recursos humanos e implementar uma política de valorização dos profissionais. Nos primeiros 30 dias da nova gestão, a pasta já começou a efetuar pagamentos atrasados, iniciou uma frente de trabalho para dimensionamento de servidores e está criando um grupo técnico multidisciplinar para cuidados da saúde mental dos trabalhadores.

 

“Nosso foco é a melhor distribuição da força de trabalho, que será feita com muito diálogo. Estamos quitando pagamentos de exercícios anteriores, bem como reduzindo o absenteísmo, otimizando os recursos humanos existentes”, ressaltou a subsecretária de Gestão de Pessoal (Sugep), Silene Almeida.

 

QUITANDO DÍVIDAS DE GESTÕES ANTERIORES – Diversos pagamentos atrasados estão sendo colocados em dia com os servidores da Secretaria de Saúde do DF. “Estamos realizando um levantamento de todas as despesas de exercícios anteriores para que a gestão atual possa planejar e, com a Secretaria de Fazenda, conseguir os recursos necessários para fazer os pagamentos gradativamente, sempre obedecendo a ordem cronológica, tendo como exemplo as pecúnias dos aposentados, horas extras glosadas e Trabalho em Período Definido (TPD)”, enfatizou.

 

Entre as quitações, está o montante de R$ 3.805.000,00, depositados na conta bancária de 3.104 servidores, em 22 de janeiro. O valor é referente ao TPD de setembro de 2018, que deveria ter sido quitado em novembro do mesmo ano.

 

“Tivemos que fazer um esforço hercúleo para quitar o valor. Agora, já estamos fechando o levantamento de TPD de outubro para planejar o pagamento”, disse Silene. Segundo ela, também foram depositadas parte das horas extras atrasadas referentes ao período de janeiro a maio de 2018, que totalizaram R$172.643,17, alcançando 74 servidores.

 

Houve, ainda, uma folha suplementar de TPD relativo ao período de junho a setembro de 2018, no valor de R$ 259.881,22, beneficiando 130 servidores.  Sobre a folha em atraso de TPD de julho de 2018 de alguns servidores, a gestora explica que refere-se a um erro no lançamento dos valores em razão do não preenchimento de formulário por parte dos profissionais. O valor está sendo calculado para ser pago o mais breve possível.

 

Além disso, a previsão é de que seja feito, nos próximos dias, o pagamento de uma folha suplementar de pecúnias de exercícios anteriores de 2002 a 2010, no valor de R$9.955.371,20.

 

VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR – Uma frente de trabalho vai elaborar políticas de cuidados e prevenção da saúde mental e laboral dos servidores. Segundo a subsecretária, atualmente, a pasta tem uma taxa de absenteísmo de aproximadamente 10%.

 

“Em uma organização como a nossa o aceitável é em torno de 2%. Isso implica em perca de força de trabalho, principalmente, para prestar assistência à população. Temos muitos servidores adoecidos, sendo a maioria com problemas de depressão e distúrbios psicológicos”, disse Silene.

 

A Sugep também criou um grupo de trabalho para implementar o concurso de remoção, que se trata do deslocamento da lotação do servidor, conforme previsão na Lei Complementar nº 840, de 23 de dezembro de 2011.

 

“Hoje o servidor tem o direito de remoção, porém, não pode peticionar por interesse próprio, já que a legislação só permite via concurso ou a critério da administração. Poderemos otimizar a distribuição da nossa força de trabalho, priorizando a necessidade da Secretaria de Saúde e tentar convergir para a necessidade do servidor. Trabalhador valorizado produz mais”, destacou a subsecretária de Gestão de Pessoal, Silene Almeida Dias.

 

SVO – Outra medida importante foi a ampliação de carga horária de servidores para que a Secretaria de Saúde do DF assumisse o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). A carga horária dos profissionais, motoristas e auxiliares de anatomia patológica, foi alterada em 25 de janeiro. No dia seguinte (26), as remoções de cadáveres, em residências e vias públicas, em decorrência de morte natural, passaram a ser efetuadas pela equipe.

A medida foi tomara em razão do fim de Acordo de Cooperação Mútua entre a Secretaria de Saúde e a Polícia Civil.

 

O SVO funciona 24 horas por dia, com equipes compostas por técnico de laboratório, médico, motorista e servidor administrativo. Os trabalhos internos foram centralizados no Hospital Regional de Ceilândia.

 

Ailane Silva, da Agência Saúde

Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF