Governo do Distrito Federal
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4/09/15 às 19h22 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Vigilância à Saúde promove Fórum de Discussão sobre a Cólera

Reunião contou com palestrante do Ministério da Saúde

BRASÍLIA (4/9/15) – A Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) promoveu, durante a manhã de quinta-feira (3) um Fórum de Atualização sobre a Vigilância em Saúde da Cólera. A atividade foi voltada aos profissionais de saúde da rede pública e privada do DF.

Foram debatidos assuntos quanto à prevenção da doença, o monitoramento da bactéria no meio ambiente, a análise laboratorial das amostras clínicas, medidas de biossegurança e atendimento ao paciente.

Durante a abertura, o subsecretário de Vigilância á Saúde, José Carlos Valença, ressaltou a importância de se debater esse assunto entre os profissionais que trabalham na assistência à saúde e os que atuam na prevenção. “A SVS tem o papel fundamental de trabalhar na prevenção das doenças e, neste quesito, estamos bem amparados com as nossas equipes. Da mesma forma que sabemos que temos também ótimos profissionais da assistência que estão preparados para atuar na identificação dos casos. Portanto, é de extrema importância que o tema seja amplamente discutido entre todos os profissionais, que estejamos atualizados, e, assim, consigamos seguir corretamente os protocolos estipulados pelo Ministério da Saúde”.

O evento também contou com palestras de representantes do Ministério da Saúde, do Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen), da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa), da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) e da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival).

CASOS – Nunca houve registro de cólera em moradores do DF, somente de residentes de outros Estados ou países que já chegaram com a doença. Entre 1991 e 2006 foram registrados 21 casos importados. O último caso foi em 2006 de um paciente que veio da África.

“A qualidade da nossa água é muito boa, temos uma boa rede de tratamento. Portanto, o risco de casos no DF é baixíssimo. No entanto, é importante que todos os profissionais de saúde saibam como lidar com casos suspeitos ou confirmados. Todo caso deve ser notificado imediatamente ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) para que a equipe de vigilância epidemiológica possa atuar na investigação”, destaca a chefe Núcleo de Agravos de Transmissão Hídrica e Alimentar, Rosa Maria Mossri.

DOENÇA – A cólera é uma diarreia aguda causada por uma bactéria chamada Vibrio cholerae. Ela é transmitida através da água, alimentos contaminados com fezes e por contato com pessoas doentes. Os principais sintomas são diarreia liquida e abundante, dor abdominal, desidratação grave e, em alguns casos, a pessoa pode ter vômitos.

PREVENÇÃO – Lavar bem os alimentos antes de consumi-lo; beber água tratada, filtrada ou fervida; e lavar bem as mãos com água e sabão são as ações básicas de higiene que previnem o contato com a bactéria.