Governo do Distrito Federal
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25/10/12 às 20h01 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

247 pacientes estão em tratamento contra a hanseníase no DF

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Evitar o abandono do tratamento por parte do paciente é a maior preocupação dos profissionais ligados ao tratamento da hanseníase, uma doença que atinge atualmente 247 moradores do Distrito Federal que estão em tratamento. Segundo os responsáveis pela área, todos os pacientes precisam conhecer a doença e saber tratá-la corretamente, tendo consciência de que a medicação é essencial para a cura e deve ser usada estritamente de acordo com a orientação da equipe assistente.

Segundo a enfermeira responsável pela Gerência de Doenças Crônicas e Agravos Transmissíveis, Rosa Nancy Vida, entre os pacientes que estão sendo assistidos, 138 foram diagnosticados neste ano. A maior prevalência da doença é em Ceilândia, com 29 casos, Recanto das Emas com 17 casos, Planaltina com 14 e Taguatinga, com 12 casos cadastrados. A prevalência global no DF é de 5.2 casos para um grupo de cem mil habitantes.

Na Diretoria de Saúde do Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I e II, Candangolândia e Park Way, 13 pacientes estão atualmente em tratamento e todos os meses comparecem ao centro de saúde do NB para receberem a medicação gratuita e tomar uma dose supervisionada. A dose supervisionada é uma estratégia para evitar que os pacientes usem a medicação de forma inadequada, já que a mesma é considerada como causadora de vários efeitos colaterais como dores de estômago, quando o medicamento é ingerido em jejum, nódulos inflamatórios e escurecimento da pele.

Qualquer mancha na pele com a sensibilidade comprometida (dormência) deve ser avaliada, explica a enfermeira Egione de Oliveira, da Vigilância Epidemiológica do Núcleo Bandeirante, dizendo que a porta de entrada é o centro de saúde ou , em outras regiões do DF, a equipe da Estratégia Saúde da Família. A partir daí , é marcada uma consulta e é feita uma avalição, quando será dado início ao tratamento.

Quanto antes o paciente chegar ao centro de saúde, melhor o prognóstico, afirma a enfermeira, explicando que o tratamento dura em média entre seis meses a um ano, mas, quando a pessoa já tem a parte neurológica comprometida, pode durar mais tempo.

Ainda segundo Rosa Nancy, uma das ações do Núcleo de Dermatologia Sanitária é capacitar os profissionais constantemente para a avaliação do grau de incapacidade física com o objetivo de intervir precocemente e impedir seqüelas da doença. “A hanseníase ainda representa um grave problema de saúde pública no Brasil, causando, muitas vezes, o isolamento do paciente devido ao estigma que a sociedade tem em relação às deformidades e incapacidades que podem ocorrer quando o tratamento é iniciado tardiamente”, acredita a gerente da SES-DF .

Arielce Haine