Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
25/04/14 às 20h39 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Alimentação saudável é tema de palestra para idoso no Guará

COMPARTILHAR

 O objetivo é desenvolver uma consciência alimentar

A alimentação adequada é essencial para o bom funcionamento do organismo. Independente da idade, o consumo de alimentos saudáveis é um hábito que auxilia no combate de muitas doenças. Com essa preocupação, o Núcleo de Atenção ao Idoso realizou, em parceria com a nutrição, a palestra “Alimentação Saudável”. O objetivo é ajudar a desenvolver uma consciência alimentar. Cerca de 30 pacientes participaram do evento.

A apreensão dos profissionais de saúde da nutrição está presente nos ambulatórios e nos grupos de sensibilização nas unidades de Saúde do Guará. Os dados da população brasileira divulgados pelo Ministério da Saúde e IBGE não são muito animadores. O brasileiro não tem se alimentado bem e está ficando obeso.

De acordo com a pesquisa do MS, entre julho de 2012 a fevereiro de 2013, 60,8% da população com faixa etária entre 45 a 54 anos está acima do peso. A preocupação vem da percepção de que a população está acima do peso antes de chegar à terceira idade. A probabilidade é grande de apresentar um quadro de obesidade nessa fase.

Segundo a nutricionista Roseneia Lemos, a alimentação do idoso merece atenção especial devido ao metabolismo mais lento. Com o passar dos anos, o corpo começa a apresentar naturalmente algumas mudanças. Nessa fase, muitos vão ficando mais inapetentes, perdendo a vontade de comer e ficam com o paladar menos apurado.

“É natural do ser humano sofrer esse desgaste. A diferença é como iremos envelhecer. A alimentação é um aliado e a mudança de hábito requer disciplina e força de vontade. Hoje, com os industrializados, as facilidades e a oferta de alimentos cada vez mais voltados para o estilo fast food, a população tem mudado os hábitos de consumo e como consequência acaba engordando”, afirmou.

A profissional destacou ainda que muitos idosos nessa idade relatam que enfrentam dificuldades de mudar a alimentação por causa dos familiares. Os pacientes que convivem ainda com os netos, costumam fazer as vontades deles. Nesse cenário, é mais fácil cometer deslizes.

“Infelizmente, há familiares que não aderem à dieta que passamos para o paciente dizendo que não irão fazer a comida separadamente, por exemplo. Só nos casos extremos, como de diabetes e hipertensão, é que a família de fato se envolve e muda de atitude. Os netos costumam comer muita bobeira, então, a dispensa fica recheada de comidas que não são saudáveis e cheias de gordura trans”, declarou.

Os alimentos mais indicados para essa população por fazerem bem para o sangue e para o cérebro são, principalmente, as gorduras saudáveis (azeite, linhaça, oleaginosas – nozes, castanha, linhaça), alimentos integrais e cereais.

As frutas são presença obrigatória na dieta já que auxilia na digestão. O leite, assim como seus derivados, fornece o cálcio, que fortalece os ossos, mais fracos nessa idade. Além da alimentação, exercício e banho de sol completam um estilo de vida saudável.

Dinês Rodrigues participa das atividades do Centro de Saúde nº 01 e veio aprender novos hábitos na palestra. “É difícil seguir tudo à risca, mas participar desse evento só vem somar porque nos dá mais informação sobre o que não devemos fazer. Mas também, contribui para orientar sobre as comidas que podemos comer e adotar no dia-a-dia”, declarou.

Todos os centros de Saúde da Regional de Saúde do Guará possuem nutricionista. O paciente poderá procurar as salas de acolhimento para detalhes sobre agendamento com o profissional.

Algumas dicas para alimentação do idoso:

– Evitar industrializados
– Evitar adoçar alimentos e sucos
– Suplementação e vitaminas só com indicação do nutricionista
– Diversificar alimentos
– Evitar o consumo exagerado do sal e alimentos com sódio (hambúrgueres, embutido, enlatado, macarrão instantâneo, tempero pronto, refrigerante, etc.)
– Beber de seis a oito copos de água no dia
– Evitar bebidas alcóolicas
– Não fumar

Por Érika Bragança, da Agência Saúde DF