Governo do Distrito Federal
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5/07/17 às 17h09 - Atualizado em 30/10/18 às 15h17

Alunos da Escola Classe 415 Norte participam de mobilização contra a dengue

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Objetivo é incentivar as crianças ao combate do vetor na escola e nas residências

BRASÍLIA (5/7/17) – Os alunos da Escola Classe 415 Norte provaram estar preparados para combater o Aedes Aegypti. Nesta quinta-feira (5), durante a mobilização Escola Sem Mosquito – promovida pela Secretaria de Saúde em parceria com a Secretaria de Educação, Caesb e Corpo de Bombeiros -, eles demonstraram, com apresentações de teatro e canto coral, que sabem muito bem o que devem fazer para eliminar focos do mosquito.

Narradora de uma das peças de teatro, Geovana Silva, 10 anos, aluna do 5º ano, detalhava como surgem os focos do Aedes e como ocorre a transmissão da dengue, Zika e Chikungunya. “Sabemos como o mosquito se reproduz e que essas doenças podem levar à morte. Por isso, além de participar das ações educativas na escola, explicamos aos nossos pais, em casa, para não deixar água parada”, contou a estudante.

Geovana é uma multiplicadora da escola, ou seja, faz parte do grupo de 40 alunos orientados pela equipe de agentes de Vigilância Ambiental, da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, sobre como eliminar o mosquito. Com isso, ela ajuda os amigos da escola, que têm entre 5 e 11 anos, a entender melhor o assunto e contribuir no combate ao Aedes.

O subsecretário de Vigilância à Saúde, Marcus Quito, explicou que a mobilização na rede de ensino agrega as principais áreas do governo para estimular os estudantes a promoverem medidas de controle do vetor. “Com essa articulação, colocamos o tema em debate para aumentar ações nas escolas e no ambiente domiciliar”, disse.

PROJETO – Além dos alunos multiplicadores, 514 profissionais da rede pública de ensino foram capacitados para fortalecer as ações, por intermédio do projeto Mensageiros da Água, desenvolvido pela Caesb em parceria com a Saúde e a Educação. Durante o treinamento de quatro horas, os professores receberam orientação sobre como armazenar água de forma a evitar a proliferação do Aedes aegypti, com foco também na crise hídrica. A sensibilização aborda, ainda, como conservar água para consumo humano.

DADOS – Monitoramento da Secretaria de Saúde indica que 21% dos casos de dengue registrados no DF afetaram pessoas com idade entre 0 e 19 anos e 55% de pessoas de 20 a 49 anos.

Já o Levantamento Ra?pido de Índice para o Aedes aegypti (LIRAa), que aponta a quantidade de imóveis com presença de recipientes com larvas do mosquito, revelou que das 31 regiões administrativas do DF, 17 apontaram como principal foco os recipientes de armazenagem de água.

Confira aqui as fotos.