Governo do Distrito Federal
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27/05/13 às 18h05 - Atualizado em 30/10/18 às 15h05

Ambulatório no HRT orienta mães com dificuldade de amamentar

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Mais da metade das pacientes atendidas é da rede privada

O Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga (BLH/HRT), pioneiro na coleta de leite materno, oferece atendimento diferenciado no Ambulatório de Dificuldades de Amamentação, para orientar mulheres que deram à luz recentemente (puérperas) e que apresentam algum tipo de dificuldade para amamentar o filho.

Sessenta por cento do atendimento é de puérperas provenientes da rede privada de saúde. Após algumas tentativas sem conseguir amamentar corretamente a pequena Isadora de 17 dias, a mãe, Luciana Inês Coser, acompanhada pelo marido, Erasmo Rodrigues, resolveu procurar o BLH/HRT.

Ganhei a minha filha em um hospital particular que não tem este serviço. Aqui, vou receber as orientações sobre a amamentação e a bebê vai passar por vários exames.”, destaca a moradora de Vicente Pires.

Jaqueline Araújo da Silva, mãe dos gêmeos Cauan e Cauene, de 18 dias, procurou o serviço para saber como amamentar duas crianças simultaneamente. “Esta foi a minha segunda gravidez, mas agora é tudo diferente, pois tenho dois bebês para alimentar e sei que vou poder contar com a colaboração desses profissionais”, afirmou.

Dentre os problemas encontrados pelas puérperas que buscam atendimento no ADA/HRT, destaca-se a dificuldade de pega da mama pelo bebê, ingurgitamento mamário (excesso de leite nas mamas), fissura mamilar e orientações sobre como armazenar o leite para a doação.

O ADA atende mães adotivas, puérperas com problema de amamentação ou que passaram por cirurgia de reparação mamária, mamilo invertido, dentre outros. O serviço é especializado no atendimento de bebês com dificuldade de pega e sucção, portadores de síndromes genéticas e/ou má formação e fenda palatina (lábio leoporino).

Os bebês atendidos na unidade passam por exame biométrico (ganho de peso diário e estatura) e aqueles que apresentam alguma suspeita de doença realizam testes mais específicos.

Todo o atendimento é realizado por equipe de profissionais multidisciplinar composta por pediatra, enfermeira, fonoaudióloga, nutricionista, psicólogo, técnico de enfermagem e administrativo.

Para a chefe do BLH/HRT, Laurene Passos, toda mulher em fase de amamentação tem condições de alimentar o filho com leite materno. “Muitas vezes, pela falta de conhecimento e diante das dificuldades algumas mães desacreditam da capacidade de amamentar. Entretanto, com o apoio adequado e encorajamento de uma equipe qualificada, elas adquirem dessa capacidade que lhes é natural.”, destaca a enfermeira.

De acordo com o coordenador geral de saúde de Taguatinga, Otávio Augusto de Siqueira, o atendimento realizado pelo ADA proporciona mais segurança à mãe para alimentar o recém-nascido. “As orientações dadas pelos profissionais do Ambulatório de Dificuldades de Amamentação, são mais uma forma de humanização do atendimento, que tem como um dos fundamentos o incentivo ao aleitamento materno”, ressalta o coordenador.

O ambulatório funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, sem interrupção, com demanda espontânea na primeira consulta, sem necessidade de marcação prévia. Na continuidade do atendimento, a partir da segunda consulta, o agendamento será realizado pelos profissionais, conforme a necessidade de cada caso e as pacientes que já estão em atendimento são orientadas a procurar o banco quando há intercorrência na amamentação. No último mês, o BLH/HRT realizou 6.666 atendimentos.

Histórico:
O ADA foi criado no final da década de 90, inicialmente para dar assistência às mães de recém-nascidos do Método Canguru. No decorrer do tempo, o serviço absorveu, também, o acompanhamento de aleitamento materno não só das mães de prematuros do próprio hospital, mas outras puérperas que tenham sido identificadas com dificuldade de amamentação, inclusive encaminhadas da rede privada de saúde.

Claudete Nascimento