Governo do Distrito Federal
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27/11/12 às 14h29 - Atualizado em 30/10/18 às 14h58

Atenção domiciliar beneficia 63 pacientes em Samambaia

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Serviço atua na prevenção da re-hospitalização 

Profissionais do Programa de Internação Domiciliar atendem em casa 63 moradores de Samambaia.O programa, que já prestou assistência a 148 pacientes desde o início do funcionamento em 2010, possibilita a alta hospitalar precoce de forma assistida e, consequente, liberação de leitos da enfermaria, além do acompanhamento de pacientes crônicos com incapacidade de acesso à unidade básica.

O serviço atua na prevenção da re-hospitalização e na redução dos custos hospitalares. O atendimento domiciliar humanizado é realizado em Samambaia por uma equipe multiprofissional e tornou-se referência tanto para os pacientes quanto para os cuidadores, que dedicam boa parte do tempo aos cuidados para o alívio da dor do paciente.

“O NRAD serve de lenitivo ao sofrimento humano”, diz o médico do programa Carlos Eduardo Araújo Faiad. Segundo ele, este é o verdadeiro papel do atendimento domiciliar, que atende e cuida não apenas do paciente, mas atua em todo o seu contexto familiar, no ambiente em que está inserido, nas pessoas que estão ao seu redor. A partir dessa visão, é que o NRAD de Samambaia disponibilizou também o ambulatório do cuidador, que funciona às sextas-feiras no hospital, conforme a demanda.

De acordo com Carlos Eduardo, o cuidador não tem tempo de cuidar da própria saúde. “A idéia do ambulatório foi propiciar suporte médico e eventualmente psicológico ao cuidador que abandona sua rotina para se dedicar a outra pessoa. Já tivemos casos de depressão, transtornos de ansiedade”, enfatiza.

A equipe realiza visitas programadas na casa do paciente, viabilizando insumos, curativos, cadeira de banho, cama hospitalar, aspirador portátil e nebulizador. Em um primeiro momento o local é avaliado e, se for o caso, são sugeridas as interferências que deverão ser realizadas para melhor adequação ao paciente. Além disso, os cuidadores são capacitados e orientados a atender às necessidades da pessoa, promovendo assim a reintegração em seu meio familiar e social.

Os casos atendidos pelo programa de Samambaia abrangem pacientes com sequelas neurológicas, motoras, AVC; pacientes oncológicos em cuidados paliativos e aqueles que fazem uso contínuo de oxigênio. Para ser inserida no programa da Regional, a pessoa deve residir na cidade, ter sido avaliada anteriormente por profissional médico e constar em relatório de forma especificada seu quadro clínico. Os pacientes geralmente são referenciados por profissionais da atenção primária ou da gestão de leitos, mas também pode ser pela própria família em contato com o NRAD. Cada caso é avaliado pela equipe interdisciplinar do programa.

Para a chefe do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar de Samambaia, Leliane Lima Lellis, o serviço em domicílio atua como um intermediador. “O Programa de Internação Domiciliar representa um ganho para a Regional. Pacientes que apresentam quadro complexo para a atenção primária e considerado mais simples para o hospital são atendidos pelo programa”, destaca.

De acordo ainda com a chefe do NRAD, a Regional conta hoje com uma equipe multidisciplinar, mas segundo ela, espera-se a formação de uma outra equipe. “Estamos trabalhando para a formação de uma segunda equipe no próximo ano e, assim, poder ampliar o atendimento. Já contamos com alguns profissionais para isso”, conclui.

A equipe de Samambaia é integrada atualmente por um médico, um enfermeiro, um fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, quatro auxiliares de enfermagem, além de nutricionista, assistente social e técnico administrativo. É considerada uma equipe completa, referida a uma população mínima de cem mil habitantes, conforme o que estabelece a Portaria nº 2.529 de 19/10/2006, do Ministério da Saúde, que instituiu a internação domiciliar no âmbito do SUS.

Iêda Oliveira