Governo do Distrito Federal
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18/10/17 às 21h49 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Atenção Domiciliar do DF recebe equipe de Curitiba

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Profissionais da capital paranaense vieram conhecer o serviço prestado em Brasília

BRASÍLIA (18/10/17) – A Gerência de Atenção Domiciliar recebeu, nesta quarta-feira (19), uma equipe de Curitiba (PR) para mostrar o trabalho realizado no Distrito Federal e compartilhar as experiências vivenciadas pelas equipes distribuídas nas regiões de Saúde do DF. Os membros da comissão foram recepcionados pela gerente de Atenção Domiciliar, Maria Leopoldina Villas Bôas e pelo Núcleo de Atenção Domiciliar do Guará, no auditório do Hospital Regional do Guará. Todos os núcleos das regiões de Saúde também participaram da roda de conversa. 

O trabalho de atenção domiciliar no Distrito Federal foi uma iniciativa ousada e pioneira. Numa breve apresentação, Leopoldina destacou a realidade em Brasília, os êxitos e as dificuldades encontradas. Há 23 anos, o serviço iniciava em Sobradinho e hoje está espalhado por todo o DF com 16 equipes e 1.111 pessoas assistidas. Um longo caminho foi percorrido e, nessa jornada, contabiliza também alguns prêmios como o InovaSUS e parcerias com o Ministério da Saúde na adequação e desenvolvimento de protocolos.

“O Distrito Federal evolui muito na questão do atendimento domiciliar, muita luta, mas muita conquista também e nosso papel é continuar enfrentando os desafios. Hoje, já estamos com processo regular que aumentará mais 42 vagas na atenção domiciliar. Estamos desenvolvendo métodos e protocolos de trabalho, principalmente para absorver e adequar as políticas do Ministério da Saúde. Pois, a cada equipe montada e credenciada, recebemos o incentivo do órgão”, afirmou.

Por ser referência nacional, pela história e sucessos alcançados pela área, o trabalho chamou a atenção da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba e dos colegas de profissão lotados no mesmo setor. A capital paranaense, onde o serviço começou apenas em 2009, também já contabiliza prêmios e busca mais referências. O motivo: quer crescer. Cloves Cechinel, médico geriatra e responsável por uma das oito equipes que atuam em Curitiba, destacou a extensão do trabalho executado no DF e suas complexidades, bem parecidas com as da sua cidade.

“O que nos traz a Brasília são os processos de trabalhos estabelecidos e avanços alcançados até aqui. O que nos chama a atenção é a organização dos serviços, bem como o dimensionamento de trabalho adequado às equipes. Lá, nós precisamos repensar isso porque queremos implantar mais dez equipes. Sem um gerenciamento adequado, não conseguiremos organizar as nossas demandas e trazer unidade”, destacou.

Em Curitiba, Cechinel iniciou o trabalho e preconiza sempre as reuniões com equipes para discussão dos casos. Segundo o profissional, isso enriquece as equipes e traz uma contribuição que não está em cursos. Investiu em pesquisa de satisfação, inclusive com servidores, instituiu fórum de discussão com os usuários trazendo o conceito de co-gestão para atender de forma global na necessidade e não apenas na realização de um procedimento. No total, são atendidos 400 pacientes pelas equipes.

Andréia Brasil, gerente de Atenção Domiciliar da Região Centro-Sul, na roda de conversa, destacou o alinhamento das equipes e a importância de um coordenador técnico na equipe. Além de simples iniciativas, como o Cartão de Identificação do Paciente da Atenção Domiciliar. O instrumento facilita o direcionamento das equipes dos hospitais de referência quando o paciente precisa de um atendimento emergencial na unidade.

“A troca de informações e de experiências com outras realidades é sempre muito bem-vinda e traz um enriquecimento mútuo. Mas, percebemos desafios iguais também que é o de ampliar as equipes. Esse, por exemplo, é um fator que foge à nossa gestão, pois depende da contratação de pessoas e consequentemente um concurso público. Enquanto isso, vamos capacitando outros profissionais dentro da rede para trabalhar de forma integrada e, assim, sensibilizar mais profissionais para trabalhar com a temática”, declarou Brasil.

ACESSO – O familiar e/ou responsável pelo paciente deve entrar em contato com o Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (NRAD) da Regional de Saúde onde mora: Asa Norte, Asa Sul, Brazlândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho ou Taguatinga. Veja aqui a relação: 

A solicitação de internação domiciliar sempre será realizada por meio de relatório médico detalhado, proveniente tanto dos serviços da rede de saúde como das Unidades Básicas de Saúde, hospitais (Fluxo de desospitalização) e UPAs, quanto dos próprios familiares e/ou responsáveis pelo paciente. Entre os critérios de admissão estão: residência e domicílio comprovado no Distrito Federal; cuidador identificado e quadro clínico compatível com o perfil do serviço.