Governo do Distrito Federal
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21/06/18 às 15h53 - Atualizado em 30/10/18 às 14h58

Capacitação reúne 192 profissionais de saúde da Região Centro-Sul

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Oficinas tiveram 12 horas de trabalhos em grupo – Foto: Divulgação

 

Alinhar as ações nas unidades da Região de Centro-Sul de Saúde, com foco na ampliação do acesso à avaliação de risco e vulnerabilidades dos usuários que buscam as unidades por demandas espontâneas. Este foi o foco das cinco oficinas, encerradas nesta quinta-feira (21), que contaram com a participação de representantes de 20 unidades básicas, reunindo 192 servidores, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e gestores.

 

As oficinas, iniciadas em 26 de maio, tiveram oito horas de módulos teóricos e 12 horas de trabalhos em grupo, com aplicação do modelo de acolhimento e fluxos dos usuários construídos pelos profissionais na oficina em suas unidades. Essa capacitação faz parte do processo de mudança de fluxos dos atendimentos da atenção básica da Estratégia Saúde da Família e alcança, também, a rede de urgência e emergência.

 

Segundo a diretora da Atenção Primária da Região de Centro-Sul, Cleunici Godois, as capacitações devem ser contínuas e com o envolvimento direto dos profissionais. Sem isso, Cleunici afirma que não é possível efetivar protocolos e processos de trabalho.

 

ENVOLVIMENTO – “Para o êxito das nossas capacitações, é necessário o envolvimento dos servidores, integralmente. Trabalhamos com multiplicadores. Não adianta eu ter um determinado tipo de profissional treinado, por exemplo, um enfermeiro, e o técnico de enfermagem não. É importante que todos os tenham ciência do seu papel no processo”, ressaltou.

 

Sobre as demandas espontâneas, a profissional destacou que se trata de um momento complexo, pois tem o viés do saber clínico, epidemiológico e da subjetividade, por meio do olhar para riscos e vulnerabilidades. Nesse sentido, disse ela, as oficinas apresentaram a abordagem de situações comuns no acolhimento e buscaram trazer esse acolhimento como diretriz para alcançar os encaminhamentos corretos.

 

Há pouco mais de um ano, a Secretaria de Saúde mudava a orientação de atendimento para o ESF e, pela dinâmica, já se sabe como lidar com as demandas agendadas.

 

Segundo Cleunici Godois, agora, “o desafio dos profissionais é trabalhar as situações imprevistas, que são inerentes à vida e, nesse caso, requerem certa organização da unidade e do processo de trabalho da equipe, tanto para compreendê-las quanto para intervir sobre elas”.

 

PROCESSOS – A diretora explicou que são situações cotidianas e não oferecem risco de morte, não sendo caso de atendimento hospitalar, mas que necessitam de atenção médica.

 

Ela citou como exemplo o caso de uma usuária que reclama de atraso menstrual ou tosse (sem sinais de gravidade) há seis semanas e se a escuta e avaliação está sendo realizada por um enfermeiro, já se pode avaliar a possibilidade de solicitação de teste de gravidez e exame de escarro, respectivamente, considerando os protocolos locais ou aqueles recomendados pelo Ministério da Saúde.

 

Para definir seus processos de acolhimento e classificação de risco, a Secretaria de Saúde, por meio da Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde (SAIS), publicou, recentemente, um protocolo baseado em pesquisa, a partir de artigos, livros e publicações do Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais de saúde, das entidades representativas de categorias profissionais médica e de enfermagem, além de projetos, planos de ação e protocolos elaborados ao longo dos últimos dez anos no âmbito da Rede SES/DF.

 

TEXTO: Érika Bragança, da Agência Saúde