Governo do Distrito Federal
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3/07/21 às 11h00 - Atualizado em 3/07/21 às 12h23

CAPS AD III é referência para atendimento de transtornos psíquicos decorrentes de álcool e outras drogas

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Unidades funcionam todos os dias da semana 24 horas por dia e em regime portas abertas

 

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

 

Quem apresenta sofrimento psíquico intenso decorrente do uso de álcool e outras drogas e possui mais de 16 anos pode receber atendimento em um dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas III (CAPS III). Eles funcionam 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados. Hoje, há três unidades no DF, sendo elas no Setor Comercial Sul (Brasília), Samambaia e Ceilândia.

 

Caps AD II de Samambaia – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Todas as unidades do CAPS AD III contam com equipe multiprofissional composta por psicólogos, assistentes sociais, terapeuta ocupacional, farmacêutico, médico clínico, médico psiquiatra, enfermeiros, técnicos de enfermagem e técnicos administrativos.

 

Além disso, eles funcionam em regime de portas abertas. O paciente não precisa de encaminhamento da rede para ser acolhido. No CAPS AD III de Samambaia funciona todos os dias da semana, 24h horas, mas com acolhimento das 8h às 22h de segunda a sexta e de 8h às 19h aos finais de semana e feriado. O usuário precisa levar documento de identificação e cartão do SUS, porém isso não é impeditivo para ser acolhido.

 

“O atendimento no CAPS AD III de Samambaia não precisa de encaminhamento. Se no acolhimento verificarmos que o paciente não é elegível para o CAPS, encaminharemos para o ponto de atenção na rede que seja adequado ao quadro apresentado”, explica André Góes, gerente do CAPS AD III de Samambaia.

 

Pacientes contam com atendimento e acolhimento em Saúde Mental – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

De acordo com ele, o local tem uma média de 550 pacientes atendidos mensalmente, e de 2 mil procedimentos realizados por mês. Durante a pandemia, devido a suspensão dos grupos terapêuticos presenciais, a demanda pelos atendimentos individuais aumentaram consideravelmente.

 

“Os números de acolhimentos aumentaram e a gravidade dos casos é percebido pela equipe como fator relacionado a sintomas ansiosos decorrentes do momento que estamos vivendo. Não paramos durante a pandemia. Continuamos atendendo normalmente”, informa o gerente.

 

Por conta da pandemia, os grupos presenciais foram suspensos e as equipes do CAPS AD III de Samambaia iniciaram grupos on-line para as pessoas que têm acesso ao celular com internet. “Essa estratégia vem funcionando bem e estamos buscando expandir nossos grupos para dar conta da demanda”.

 

Caps tem estrutura e atendimento especializado para tratar pacientes com algum sofrimento psíquico – Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Outra mudança foi a diminuição dos leitos de acolhimento integral, na qual haviam 12 leitos (8 masculinos e 4 femininos). Para manter o distanciamento mínimo preconizado pelo Ministério da Saúde, foi necessário reduzir três leitos para adequação ao espaço físico.

 

“O CAPS é o ponto de apoio da Rede de Atenção Psicossocial de grande relevância, ao passo que presta assistência a pessoas em sofrimento psíquico grave e aos usuários de álcool e outras drogas com síndrome de dependência, trazendo a busca pela autonomia, pela garantia de direitos sociais básicos, pelo direito à saúde e da justiça social”, afirma.

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