Governo do Distrito Federal
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8/12/16 às 21h49 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

CAPS de Ceilândia realiza celebração de Natal

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Evento reuniu servidores, pacientes e familiares nesta quinta-feira (8)

BRASÍLIA (8/12/16) – Entre sorrisos, presentes e enfeites natalinos é que o Centro de Atendimento Psicossocial de Álcool e Outras Drogas III (CAPS AD) de Ceilândia realizou a festa de comemoração do Natal nesta quinta-feira (8). O evento foi uma iniciativa dos servidores da unidade com o objetivo de promover uma homenagem aos pacientes e familiares que estiveram e permanecem em tratamento durante este ano.

A festividade aconteceu, nesta tarde, no SESC de Ceilândia e contou com atividades para todos os gostos, pois a programação prevista para a ocasião foi montada com o intuito de envolver a participação de todos os que compõem o CAPS. Teve apresentação de coral dos servidores, coral dos pacientes, sorteio de rifa, Papai Noel, distribuição de presentes para as crianças e lanche.

Para a psicóloga e gerente do CAPS AD III, Fabiana Faria, a festividade é uma oportunidade de reunir e aproximar mais os pacientes e familiares, além de permitir que eles se sintam reinseridos na sociedade.

“A confraternização de Natal é uma chance de mostrarmos a cada um de nossos pacientes que é possível, sim, retomar o controle da própria vida por meio do tratamento humanizado, além de chamar a atenção dos familiares para a importância do acolhimento dentro do ambiente familiar”, explica Fabiana.

Ela conta que, ocasiões como esta, permitem que familiares e pacientes se unam mais e ambos possam conhecer de perto como é feito o tratamento e a equipe que presta atendimento no local.

PACIENTES – A dona de casa Marta Modesto é paciente no CAPS há dois anos. Ela conta que, quando iniciou o tratamento na unidade, estava com Hepatite C e, à época, fazia uso abusivo de álcool e que o vício maximizava os efeitos da doença. “Cheguei no CAPS me sentindo desenganada e sem nenhuma perspectiva, mas com a ajuda e incentivo dos profissionais pude perceber que bastava acreditar, além de força de vontade para mudar minha situação”, revela.

Marta diz que, ao chegar no final deste ano e do tratamento, se sente completamente vitoriosa e espera servir de exemplo motivacional para outros pacientes. Atualmente, ela está na fase final do tratamento e permanecerá recebendo atendimento na unidade por mais um ano.

“Hoje, sempre que tenho a oportunidade, conto minha história para as pessoas. Meu objetivo é mostrar que a superação de um vício é viável. Agora me sinto viva e com a sensação de que ainda tenho muita coisa para aprender e para ensinar”, declara a paciente.

A também dona de casa Ana Maria de Freitas é familiar de duas pessoas que frequentam o CAPS. Ana Maria ressalta que o apoio encontrado na unidade e nos profissionais, além do acolhimento familiar, foi fundamental para que seu filho, ex-paciente há oito anos, encontrasse a cura para o vício no uso de drogas.

“Meu filho agora tem uma vida, conseguiu casar e construir uma linda família. Além dele, meu marido que tem problemas com álcool, iniciou o tratamento há um mês e meio. Hoje, minha família tem estrutura, é unida e o melhor de tudo: passou a ter esperanças de novo. Com a vida do meu filho reestruturada, consegui encontrar forças para acreditar em um futuro melhor”, revela a dona de casa.

CAPS – O Centro de Atendimento Psicossocial de Ceilândia funciona durante 24h, inclusive aos finais de semana e feriados. A unidade oferece tratamento com equipe multidisciplinar para pessoas que apresentem uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas, como crack e cocaína.
Para ser atendida, a pessoa não precisa de encaminhamento, basta ir até o local e contar qual é o problema e, assim, os profissionais irão elaborar, de maneira direcionada, o tratamento mais adequado para cada paciente.

A gerente da unidade, Fabiana Faria, esclarece que, para ser atendido na unidade, é necessário ter 18 anos ou mais e devem ser residentes na Região Oeste. “As pessoas vêm por demanda espontânea, judicial, da rede intersetorial. Assim que o paciente chega, já recebe acolhimento e, após isso, é avaliado pela equipe. É por meio dessa avaliação que determinamos junto com o paciente o plano terapêutico que ele receberá no tratamento. É um trabalho conjunto”, completa a psicóloga e terapeuta comunitária.

Confira as fotos aqui.