Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
5/07/19 às 17h59 - Atualizado em 5/07/19 às 18h18

Caps II de Planaltina comemora 10 anos de atendimentos

COMPARTILHAR

 

O Centro de Atenção Psicossocial II de Planaltina celebrou, na tarde desta sexta-feira (5), os 10 anos de atividade da unidade, com uma festa com direito a buffet, decoração especial, bolo e muita música. Cerca de 200 convidados compareceram, entre pacientes, familiares e servidores.

 

“Esse evento assim foi possível graças ao apoio dos usuários, dos servidores e da comunidade de Planaltina. Recebemos muitas doações e fizemos vários bazares até arrecadarmos o dinheiro para a festa”, conta a gerente da unidade, Lahis Costa.

 

O evento foi aberto com a declamação da música ‘Balada do Louco’, de Ney Matogrosso, por dois servidores e três pacientes. Em seguida foi apresentada a história do Caps II e feita uma homenagem aos antigos servidores que ajudaram a construir o serviço.

 

DIVERSÃO – Alguns pacientes mais tímidos, outros já se arriscando em passinhos de dança. Mas todos pareciam estar se divertindo. Ali no meio estava Robeinha Barbosa, dividindo a mesa com outros colegas atendidos no Caps. “Amo muito o tratamento que recebo ali dentro. Principalmente as terapias. Gosto de ouvir os problemas dos outros e tentar ajudar contando também meus problemas”, destacou ela, que faz tratamento para transtorno bipolar.

 

Essa socialização é um dos motivos que levaram a equipe do Caps II a celebrar a data. “Pessoas com transtorno mental grave tendem ao isolamento social. Promover eventos assim ajuda a reinseri-los na sociedade, fazer com que as outras pessoas percam o preconceito e aprendam a conviver com elas”, destaca a psicóloga Beatriz Rufini. A unidade promove, ao longo do ano, outras atividades de ressocialização, como passeios a pontos turísticos de Brasília, festa junina e Natal.

 

ATENDIMENTO – Em 10 anos de atuação – sendo os três primeiros funcionando como ambulatório de psiquiatria -, cerca de cinco mil pacientes já foram atendidos pela unidade. Atualmente, 450 usuários são acompanhados, a maioria com problemas de esquizofrenia, transtorno bipolar e quadros de retardo mental.

 

Ana Cleide Pereira é uma dessas que são acompanhadas desde o comecinho da unidade. Diagnosticada com transtorno bipolar, agradece a dedicação dos profissionais para seu tratamento. “Já morei um tempo em outro estado e não gostei do Caps de lá. Aqui, minhas consultas são sempre marcadas e já até estou com a medicação”, contou ela, que foi à festa acompanhada da mãe, Givaneide Pereira, também paciente do Caps devido ao mesmo problema da filha.

 

 

“O Caps II atende pacientes maiores de 18 anos com transtornos mentais graves, que acabam levando a pessoa à perda do convívio social. Então, também atendemos casos de depressão grave e até com tentativas de suicídio”, ressalta Beatriz Rufini.

 

Para a ela, a festa desta sexta-feira (5), além de ajudar os pacientes, serve para lembrar a luta por saúde mental de qualidade, humanizada, com estratégia de desinstitucionalização.

 

 

Alline Martins, da Agência Saúde

Fotos: Mariana Raphael/ Saúde-DF