Governo do Distrito Federal
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20/02/20 às 16h44 - Atualizado em 20/02/20 às 18h47

Carnaval da Inclusão anima pacientes do Caps do Riacho Fundo I

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Mais de 150 pessoas festejaram pelas ruas da região

 

Serpentina, confetes, bloquinhos e muita animação. Assim foi o Carnaval da Inclusão, uma iniciativa promovida, nesta quinta-feira (20), para os pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Riacho Fundo I. A festividade iniciou na sede do conselho tutelar local e arrastou mais de 150 pessoas pelas ruas da região administrativa.

 

“Esse foi o primeiro Carnaval de rua da saúde mental no Riacho Fundo I. O objetivo principal foi levar os nossos pacientes para a comunidade e mostrar à população a importância e toda a estrutura oferecida pelo Caps, que trabalha com oficinas sobre empoderamento, inclusão e respeito a saúde mental”, explicou a gerente do centro, Lívia Andrade.

 

Para ela, a ação também é uma oportunidade para apresentar à população, de forma bem-humorada, o público da saúde mental invisibilizado pela sociedade. “Fomos para rua, chamamos a população e o resultado foi muito positivo. Com muita alegria cantamos, dançamos e fomos vistos”, ressaltou a gerente.

 

BLOCOS – Nas comemorações, os carnavalescos foram levados pelos blocos “Metamorfose” e “Lava Bunda”. Esse último, por sinal, teve seu nome escolhido pelos próprios pacientes e funcionários. Com a licença poética que a festa permite, “Lava Bunda” é o nome popular da libélula, alusivo ao processo do inseto de colocar os ovos na água.

 

A água é a representação da disputa travada no microambiente, onde a larva da libélula se alimenta das larvas de muitos mosquitos e interfere na cadeia de várias doenças, entre elas, a dengue. Por ser um bloco inclusivo, destaca-se ainda pelo fato de levantar bandeiras como a limpeza no meio-ambiente, do equilíbrio e bem-estar social, além dos pacientes montarem as próprias fantasias.

 

O processo de produção das fantasias é organizado em oficinas orientadas, nas quais são discutidos temas como as frustrações que a vida coloca para cada um e como conduzir conflitos, negociando e escolhendo sempre o melhor caminho: aquele que abre espaço para o vínculo afetivo e o respeito mútuo.

 

O Carnaval da Inclusão foi promovido pelo Caps, gestores da Região de Saúde Centro-Sul, a Associação Amigos da Saúde Mental (Assim), com o suporte da Administração Regional do Riacho Fundo I.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Divulgação/Saúde-DF

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