Governo do Distrito Federal
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23/09/15 às 18h33 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Carta Brasília com diretrizes sobre aleitamento materno será seguida por 24 países

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Esta é a terceira edição do documento, que valerá por cinco anos

BRASÍLIA (23/9/15) – Resultado da união de esforços para a expansão e a qualificação da Rede Latino-ibero-afro-americana de Bancos de Leite Humano (rBLH), a terceira edição da Carta de Brasília que será seguida por 24 países foi assinada, nesta quarta-feira (23). A solenidade, no Memorial JK, contou com a participação de autoridades estrangeiras e brasileiras, além da presença da madrinha da Rede Brasileira de BLH, a atriz Maria Paula.

O documento vale por cinco anos e celebra também os 10 anos de cooperação internacional, que estão sendo discutidos no VI Seminário Nacional de Políticas Públicas de Aleitamento Materno e no II Fórum ABC/Fiocruz/MS do Brasil de Cooperação Internacional de Bancos de Leite.

“Tudo isso representa a união de esforços e o compromisso com esse tema. Caminhamos a passos largos para uma rede global, que traz como elemento uma tecnologia a baixo custo, que consiste em oferecer o próprio leite materno para recém nascidos de baixo peso”, disse o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano e do Programa Ibero-Americano de Bancos de Leite Humano, João Aprígio, ao lado do Ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Ao lembrar também que o Brasil comemora 30 de políticas públicas nessa área, Aprigío destacou o papel do Distrito Federal, que serve como modelo para todos os países. “Este é o único lugar do mundo que está a um passo da autossuficiência de leite humano. E temos que reconhecer a atuação do Corpo de Bombeiros Militar que apoia a iniciativa com o trabalho de recolher esse alimento na casa das mães doadoras”, elogiou Aprígio.

O secretário de Saúde, Fábio Gondim, em companhia da mulher do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, defendeu que Brasília tem avançado. Segundo ele, atualmente a unidade da federação possui 15 bancos de leite, sendo 10 da Secretaria de Saúde, dois federais e três privados.

“Brasília está alcançando a autossuficiência. Neste ano, 6.637 crianças receberam leite materno e a nossa meta é chegar a 11 mil até o fim de 2015. Nós sabemos da importância desse trabalho, que é feito não apenas para alimentar, mas para salvar vidas”, disse.

Para a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Cristina Albuquerque, a cooperação entre os países é exitosa e de altíssima qualidade, já que é baseada também em comprovações cientificas que mostram a importância do leite materno.

“Essa é uma estratégia para a prevenção de doenças crônicas na infância. Esperamos que essa parceria possa ter um peso político maio que impacte no aumento dessa rede em todo o mundo”, comentou.

Durante o evento, os vencedores do Prêmio Jovem Pesquisador da Rede de Bancos de Leite Humano, que teve como candidatos universitários e graduados brasileiros e estrangeiros que realizaram pesquisas relacionadas ao aleitamento materno, receberam certificados.

Também houve a entrega de certificados aos tutores e consultores que atuarão pelo período de cinco anos na rede de Bancos de Leite Humano (rBLH), que representam os países Brasil, Colômbia, El Salvador, Equador, e Guatemala.

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